8 de março de 2019

MENINAS VESTEM VERDE!


Em um tempo em que enfrentamos desafios e vivemos a consequência de desastres ambientais de proporções gigantescas, sustentabilidade e preservação são prioridades para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de nossa sociedade. E hoje, Dia Internacional da Mulher é oportuno ressaltar  a importância de mulheres que com sua vida, sua história e muita militância colaboraram e colaboram para que possamos seguir acreditando na viabilidade de um futuro mais sustentável na feminina Terra.

É importante dizer que as mulheres, desde sempre, foram e são protagonistas quando o tema é preservação do meio ambiente e vida sustentável. E isto vale para as mais simples atitudes, quer seja a escolha correta de um produto para o consumo no lar, a atuação consciente nos espaços de educação até as atitudes que envolvem políticas públicas nacionais e internacionais. Neste cenário, as mulheres sempre foram capazes de fazer a diferença. E por isso, lembramos de algumas delas para celebrar esta data.

Anna Comstock 
Cronologicamente, começo pela norte americana ANNA COMSTOCK, que nascida no século 19, e que com toda sensibilidade feminina, voltou seus olhos observadores inicialmente para ilustrar os insetos que ela e seu marido estudavam e após concluir um curso em História Natural, em 1885 passou a escrever seus próprios livros. Entre eles, o Handbook of Nature Study, (Manual do estudo da natureza) que até hoje é considerado um texto clássico. 

Anna abriu novos caminhos no mundo acadêmico, tornando-se a primeira professora de uma universidade. Mas tornou-se famosa foi por criar o primeiro programa de estudos de natureza ao ar livre para as crianças, que tirou a ciência da sala de aula e incentivou o amor das crianças pelo mundo natural. Seu método tornou-se o modelo para programas de estudos da natureza no mundo todo, ajudando a promover uma nova apreciação da importância da conservação do meio ambiente para as próximas gerações. 

Outra mulher memorável que, com a capacidade feminina de observação dos detalhes, se tornou protagonista no mundo da sustentabilidade foi a bióloga RACHEL CARSON que nasceu em 1907, também nos Estado Unidos. 

Rachel Carson
Com seu trabalho e pesquisas ela não só chamou a atenção para os perigos do uso indiscriminado de pesticidas sintéticos; como também ajudou a lançar o movimento ambiental moderno quando publicou em 1962 o livro “Silent Spring” (disponível no Brasil com título “Primavera Silenciosa”) e que é considerado um dos trabalhos não ficcionais mais influentes do século XX. 

Nessa obra, ela se mantinha firme contra as críticas intensas da indústria química, apesar de uma batalha simultânea contra o câncer de mama que ela travava. Mesmo após sua morte, em 1964 (dois anos após o lançamento de sua obra-prima), seu livro alimentou o interesse público em questões ambientais e de saúde pública e, em poucos anos, a Administração Nixon criou a Agência de Proteção Ambiental. 
Ela é sem dúvida um ícone para todas as mulheres ambientalistas. 

Também devem ser lembradas mulheres como DIAN FOSSEY que abriu um novo campo para mulheres da área de Biologia quando começou a estudar os gorilas de montanha na Ruanda. Dedicando uma atenção significativa às atividades de combate à caça, incluindo a execução de patrulhas de caça furtiva, destruição de armadilhas e prisão de caçadores, pressão sobre as autoridades locais para impor leis anti-caça . 
Tragicamente, Dian Fossey foi encontrada morta em sua cabana nas Montanhas Virunga de Ruanda, em dezembro de 1985. Embora o caso nunca tenha sido resolvido, acredita-se que ela foi morta por um caçador em resposta a seus agressivos esforços contra a caça furtiva. 

A Advogada e ativista JANE GOODALL também se dedica ao bem-estar e conservação animal. A britânica é considerada a maior especialista do mundo em chimpanzés após seu estudo de mais de 50 anos sobre chimpanzés selvagens em um parque nacional na Tanzânia. 

Dian Fossey e Jane Goodall 
E em uma época em que as cientistas eram muitas vezes consideradas frágeis e emotivas demais para o trabalho de campo, Dian Fossey e Jane Goodall provaram que todos estavam errados. 

Seguimos nossa lista com SYLVIA EARLE, oceanógrafa americana que ajudou a projetar submarinos de pesquisa, mas que é mais conhecida por suas ações de proteção dos oceanos da Terra. E entre outras proezas ela é fundadora do Mission Blue, uma organização sem fins lucrativos dedicada à criação de reservas marinhas protegidas em todo o mundo. 

Wangari Maathai - Prêmio Nobel da Paz 2004
Um grande destaque que temos que dar hoje é para WANGARI MAATHAI que teve uma rara oportunidade para uma mulher queniana dos anos 1960: ela foi uma das 300 estudantes quenianas selecionadas para o programa que lhe deu a chance de frequentar a Universidade nos Estados Unidos.  Depois de completar licenciatura e mestrado em Biologia, voltou para o Quênia, onde teve uma nova perspectiva sobre os danos ambientais em seu país – e sobre a necessidade de direitos das mulheres.  Por isso, fundou o Green Belt Movement para abordar as duas questões, ensinando as mulheres quenianas a plantar novas árvores em áreas desmatadas e obter renda sustentável da terra. Desde então, o movimento capacitou 30 mil mulheres para o comércio, as tirando da pobreza, e plantou mais de 51 milhões de árvores. 

Por sua dedicação à conservação ambiental e ao avanço dos direitos das mulheres, Maathai recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 2004, se tornando a primeira mulher africana a receber o prêmio. 

VANDANA SHIVA, física e ambientalista indiana também é inspiração para nossas militâncias.
Vandana Shiva, física e ambientalista indiana.
Vandana é ativista ambiental e está liderando uma campanha para ver o valor das práticas locais tradicionais sobre soluções uniformes - antiglobalização. Ela dirige uma Organização não governamental que se tornou um movimento nacional para proteger sementes nativas para a agricultura e promover práticas orgânicas e comércio justo. Além disso, ela oferece uma nova percepção do papel das mulheres, particularmente no mundo em desenvolvimento. 

Como ela outras tantas mulheres brasileiras protagonizam um papel de relevância frente aos desafios da sustentabilidade. 

Mulheres que ocupam os mais distintos lugares sociais. Vide GISELE BUNDCHEN, que por tantos anos foi conhecida por ocupar as passarelas da moda e há mais de seis anos, tenta chamar atenção para o que vem acontecendo no planeta. Hoje ela representa o Brasil em outras passarelas, para além da moda, ocupando o cargo de Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. 

O engajamento das mulheres em prol da sustentabilidade nas instituições, do consumo consciente, da responsabilidade socioambiental, dos negócios sustentáveis, da qualidade de vida e das ações sustentáveis que impactam na sociedade é cada dia mais crescente e poderíamos passar este dia citando uma infinidade de nomes e iniciativas e não alcançaríamos o final da longa lista . 

Tica Minami -  coordenadora da campanha da Amazônia do Greenpeace 
Mas não podemos nos esquecer das brasileiras NECA MARCOVALDI no Projeto Tamar, TATIANA NEVES, coordenadora geral do Projeto Albatroz, DÉBORA PIRES , fundadora do Projeto Coral Vivo, a presidente do Instituto Baleia Jubarte, MÁRCIA ENGEL e a diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, KARINA GROCH, todas liderando os grandes projetos de conservação de espécies marinhas. 
Também temos que citar MARCIA HIROTA, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, a jornalista TICA MINAMI, coordenadora da campanha da Amazônia do Greenpeace, entre outras mulheres à frente de grandes organizações de preservação e conservação das espécies vivas e dos ambientes naturais. 

Mas, sobretudo, temos que nos lembrar de cada mulher que ocupa funções nas cooperativas de coleta e reciclagem de resíduos, as centenas de mulheres indígenas, quilombolas e pescadoras que vivem o seu dia-a-dia integradas ao meio ambiente e de todas aquelas que, como eu, são apenas agentes ambientais que não desistem jamais do ideal de um mundo mais sustentável. 
Profissionais da reciclagem cooperadas à RedeSol

DESEJO FELICIDADE A TUDO QUE HÁ DE FEMININO NO PLANETA!

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