3 de janeiro de 2018

Tem cheiro de reciclagem no ar... E que cheirinho bom!


No fim do ano, quando as festas se multiplicam, com elas também crescem o consumo de bebidas e alimentos acondicionados em embalagens de vidro consideradas "descartáveis" ou "não retornáveis". Como consequência, a grande quantidade de vidros descartados incorretamente, levam para o negativo nossa conta com o meio ambiente. E esta é uma preocupação que devemos iniciar o ano considerando e compensando.


O vidro está entre os diferentes materiais que podem ser retirados do meio ambiente e submetidos ao processo de reciclagem. Mas mesmo tendo em sua composição elementos naturais, como a sílica (presente na areia das praias), ainda assim é o que mais leva tempo para ser reabsorvido em condições ambientais. Isto ocorre porque a composição do vidro faz com que ele seja extremamente resistente às alterações climáticas.

Diferentes estudos e institutos analisam as condições de decomposições de resíduos no meio ambiente e estimam que a decomposição total do vidro na natureza pode durar até 1 milhão de anos, dependendo das condições às quais o material é sujeito. Mesmo com grande variação, o tempo mínimo de desgaste total é de 4 mil anos – muito mais tempo que itens fabricados com alumínio ou plástico. 

Pensando nisto, reaproveitei previamente algumas embalagens vazias de vidros de conserva que dispunha, e as transformei em lembrancinhas artesanais de Natal. Decorei todos com a técnica de decoupagem e os usei para acondicionar e presentear com saches perfumados para gavetas e armários.
Vejam como ficaram.


Os saches foram produzidos com tecido de malha de algodão e enchimentos de sagu, com essência aromatizante de alecrim. O perfume ficou delicado e as amigas amaram.
Ah... e para dar um charme à mais, troquei as tampas de metal por rolhas de cortiça.


Aproveitei e fiz também esta garrafa decorada especialmente para uma amiga incluir em sua coleção
Se você gostou e quiser fazer os saches também, vai aqui um rápido tutorial:

Material necessário
- Essência para cosméticos ( 30 ml)
- Base líquida para preparação de perfumes e aromatizantes (90 ml)
- 500 gr. de sagu
- Retalhos de tecidos (usei malha de algodão).
- Linha ou fita para amarrar.

Modo de fazer

- Em um recipiente de vidro, misture a essência e a base líquida. Reserve.
- Coloque o sagu em um saco plástico (com tamanho suficiente para acondicionar o sagu e permitir movimentos para misturar)
- Acrescente a mistura líquida. e feche hermeticamente o saco. 
- Mantenha o saco fechado por pelo menos 24 horas, fazendo movimentos periódicos para misturar os ingredientes e ajudar ajudar a distribuir o aroma por todo o sagu.
- Passado esse tempo, corte quadrados de  15x15cm no tecido e  recheie cada um com uma pequena quantidade de sagu já aromatizado. 
- Feche o tecido formando uma trouxinha e amarre com linha ou fita .

Obs: Em cada vidro coloquei 5 saches.


E para finalizar, deixo aqui meu abraço e os meus votos de um ano novo cheio de paz e realizações para todos vocês.

9 de dezembro de 2017

Discutindo estratégias para a consolidação da coleta seletiva solidária em Belo Horizonte.


Sonho com um tempo onde praticar a educação ambiental seja um ato cotidiano de cada cidadão, traduzido em hábitos responsáveis. Asim, almejo viver em uma cidade onde os resíduos sólidos e orgânicos recebam da sociedade civil e do poder público, o devido tratamento. Digo, tratamento incluindo aspectos responsáveis do consumo, descarte e destinação. 
É necessário que os problemas oriundos do grande volume de resíduos produzidos e coletados em nossa cidade passem pela análise crítica de diferentes instâncias da sociedade. Eu, como educadora e agente ambiental não poderia estar fora de um evento onde assuntos relacionados ao programa de coleta seletiva de BH, desde seu surgimento até as perspectivas de aprimoramento do serviço, fossem o tema principal.


Na última terça-feira (5), das 14h às 17h, participei do seminário “Estratégias para a consolidação da coleta seletiva solidária e inclusiva em Belo Horizonte” que aconteceu no Auditório Juscelino Kubitschek, na sede da PBH.
Ponto comum das mesas de exposição e do debate, o Seminário apontou para a necessidade da convergência integradora de ações e esforços que potencializem a reciclagem e valorização dos catadores na capital. 
Um dos temas de destaque foi o trabalho de mobilização social, educação e cultura, desenvolvido para a disseminação e ampliação desse tipo de coleta que, segundo o relatório de atividades  anual da SLU,  em 2016 registrou como coletados 7.282 toneladas de recicláveis, o que corresponde apenas a 1,08% dos resíduos domiciliares coletados naquele ano.

Mesas formadas pelo poder público e sociedade civil discutiram as perspectivas e planejamento da coleta seletiva solidária com início em 2018 , onde a grande diferença se dará pela participação direta e efetiva das cooperativas de coletores de resíduo sólidos. Cabe lembrar que trabalho desenvolvido pelas redes de triagem de material reciclável de Belo Horizonte que atuam na coleta seletiva solidária do município é uma parceria inédita no país. 

Atualmente a Coopesol Leste já realiza ações nos bairros Floresta e Colégio Batista. A gestão e a operação do serviço são feitas pela própria associação, que trabalha, ao mesmo tempo, no recolhimento e na triagem dos recicláveis, usando um caminhão cedido pelo município. A expectativa é que essa experiência seja ampliada, a partir do próximo ano, para outras regiões da cidade . 

Entre outros painéis, foi apresentado o trabalho da SLU na área de sensibilização e educação ambiental durante a implantação da coleta seletiva solidária em uma rede de escolas, enfatizando assim a importância da mobilização e educação no processo. Os participantes do seminário ainda conheceram as iniciativas exitosas no campo da arte que servem de incentivo no engajamento para a correta destinação dos materiais recicláveis.

O evento, realizado pelo Fórum Lixo e Cidadania de BH/ PBH e SLU, contou com a presença de cidadãos belo-horizontinos interessados nas temáticas socioambientais e de gestão de resíduos, catadores de materiais recicláveis, técnicos da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), integrantes do Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS) entre outros.

8 de dezembro de 2017

APRENDENDO SOBRE APROVEITAMENTO INTEGRAL DE ALIMENTOS.

Buffet produzido durante o curso de aproveitamento integral de alimentos.

Segundo a World Resources Institute (WRI), o Brasil está entre os dez países que mais perdem e desperdiçam alimentos no mundo. E isto se dá em uma cadeia que compreende a colheita, a pós-colheita, a distribuição e o desperdício que já vem no final da cadeia, que é no varejo, no supermercado e com o hábito do consumidor. Essa perda e desperdício de alimentos tem diversas implicações. Uma delas é com relação à segurança alimentar. Hoje somos aproximadamente 7 bilhões de pessoas no planeta e a estimativa é que, em 2050, seremos 9 bilhões. Enquanto isso, aproximadamente 1 bilhão de pessoas não tem acesso adequado e sofre com desnutrição e falta de alimento adequado. Então, como aceitar a perda e o desperdício de alimentos?
Se somos convocados ao enfrentamento desta questão, devemos começar por alterar nossos hábitos e nos preparando para mudanças tão necessárias e urgentes.

APROVEITAMENTO INTEGRAL DE ALIMENTOS

Eu preparando um prato, surpervisonada pela competente Nidete Santos.
Nesta semana, tive oportunidade de participar de um excelente curso promovido pelo SESC MG dentro do Programa Mesa Brasil. 
Foi uma grande oportunidade de buscar informações que me instrumentalizam para agir atendendo o primeiro desafio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
O curso "Aproveitamento integral de alimentos" nos trouxe a prática de como evitar, ao máximo, o desperdício e agir contribuindo para a alteração do posicionamento do Brasil no ranking dos países que mais desperdiçam e perdem alimentos no mundo.
O voluntariado sustentável, ligado à rede de entidades assistidas pelo programa Mesa Brasil e ao lado do  qual estive neste evento, está no enfrentamento efetivo e busca por esta alteração.

Além de muitas informações sobre manipulação, conservação, armazenagem e uso integral de hortaliças e outros vegetais, a parte prática nos oportunizou experimentar diferentes receitas preparadas durante todo o dia.

Cardápio
Tivemos um delicioso almoço e um lanche da tarde cheio de surpresas para o paladar. O cardápio incluiu  bolinho integral com sobras de arroz e talos de couve  e temperos variados que trouxeram textura e muito sabor. Tivemos também uma grata surpresa ao provar o bife à milanesa de casca de banana, Podem acreditar: é mesmo muito gostoso. O menu também foi composto por Pizza com recheio de sobras de legumes e talos de hortaliça, empadão com sobra de arroz e legumes, esfiha de carne e recheio de sobras de proteínas, macarrão remontado ao forno com legumes, ovos e .manjericão, patê de berinjela e talos,  suco de casa de abacaxi, e  geleia de abacaxi e também de banana, laranja e tomate.
Foi incrível ver tantas delícias preparadas e nada, absolutamente nada ir para o lixo. Uma experiência a se compartilhar e adotar para o dia a dia.

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O COMBATE À FOME E OS DESAFIOS DO MILÊNIO
No ano de 2000, as Nações Unidas, através da Assembléia do Milênio, promoveu a reunião de chefes de Estado e de governo de maior magnitude jamais realizada e convidaram a sociedade civil e governos a olhar com atenção alguns desafios que o planeta enfrentava. 
O debate resultou na aprovação da Declaração do Milênio, que reconhece que o mundo já possui a tecnologia e o conhecimento para resolver a maioria dos problemas enfrentados pelos países pobres. No entanto, tais soluções não foram implementadas na escala necessária até 2015, ano proposto como prazo limite.

Sendo assim, a sociedade foi novamente convidada a se mobilizar para novos desafios a serem acompanhados nos próximos 15 anos. E Oito objetivos gerais foram identificados .
O primeiro dos 8 objetivos gerais identificados é: erradicar a extrema pobreza e a fome. 


Somos todos convidados a olhar para as novas metas e verificar de que maneira cada um pode contribuir e participar.  O que você tem feito no contexto desses desafios?

25 de novembro de 2017

Com palavras e muito amor, hoje ensinamos a importância da sustentabilidade.


A manhã deste sábado foi ainda mais iluminada por eu poder estar ao lado do grupo Amor em Palavras em uma linda ação realizada na "Casa das Meninas", um lar de acolhimento mantido pela associação Irmão Sol, no bairro Paraíso, em Belo Horizonte. Nossa acolhida foi com abraços e sorrisos e expectativa pelas surpresas guardadas para este dia de mais uma ação sócio ambiental.
A ação teve início com uma esquete apresentada pelos jovens voluntários, abordando e dando ênfase aos princípios e importância da coleta seletiva. Com humor e linguagem apropriada, despertaram as crianças para as questões da sustentabilidade e como as ações para com o meio ambiente devem começar com o cuidado que dedicamos ao espaço em que vivemos.

O número teatral aconteceu no lindo quintal da Casa das Meninas.
Seguindo o roteiro programado para as duas horas de atividades, reunimos as crianças na varanda da casa e concluímos esta primeira parte com uma reflexão sobre o que aprendemos com o roteiro encenado.

Logo em seguida, foi a hora de inciar a oficina de supraciclagem com a Maria Reciclona. Várias embalagens plásticas de alvejantes foram recolhidas e levadas com a promessa de que transformaríamos junto com as meninas em uma linda surpresa. E foi bem assim... cada uma das meninas contou com o apoio de um dos voluntários para uso das ferramentas cortantes. 
E, muito curiosas, elas foram seguindo o passo a passo, tentando descobrir o que resultaria daqueles materiais recicláveis. E ao final da oficina, lindas bolsinhas surgiram.


Cada uma pode customizar e dar um toque todo pessoal à sua criação, com adesivos e apliques coloridos.

Um modelito para desfilar no lindo jardim da casa que as acolhe com ensinamentos e sentimentos traduzidos nas plaquinhas dispostas na varanda: família, solidariedade,  felicidade, simpatia e união.

Palavras que trouxemos conosco e em nossos corações para continuar a caminhada, compartilhando "Amor em Palavras".

Sobre o Grupo Amor em Palavras
Um Grupo de amigos que se uniu para encontrar uma forma de levar alegria para as pessoas em situação de risco social, através de um trabalho voluntário. 
Além disso, o projeto leva diversos benefícios ao público alvo já que incentiva a leitura e estimula a imaginação, auxiliando no desenvolvimento intelectual e emocional das crianças e adolescentes atendidos.
O nome “Amor em palavras” foi criado levando em consideração a mensagem que gostariam de transmitir com o projeto. Afinal, contar histórias é dar um pouquinho de amor através das palavras.


Uma pose cheia de alegria, ao término da atividade, junto com o Grupo Amor em Palavras.
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