12 de junho de 2019

Cartonagem: um desafio vencido.


As demandas de trabalho surgem e, com elas, alguns desafios que se tornam oportunidade para novos aprendizados. E foi o que ocorreu, diante das solicitações que recebi para confeccionar algumas peças em cartonagem. 
A cartonagem sempre me fascinou e admiro trabalhos profissionais, realizados por artistas que dominam verdadeiramente esta técnica. Mesmo sem ser um deles, tenho feito alguns trabalhos, que consegui com esforço e bastante paciência finalizar e atender algumas amigas, com muita satisfação.

Vejam abaixo alguns desses trabalhos.
Para confecção destas peças utilizei papelão Paraná, tecido para tapeçaria e tecido gorgurão, courvim, fecho imantado para o fechamento e prancheta de madeira

PORTA VADEMECUM



PASTA REUNIÃO COM PRANCHETA ACOPLADA

RISQUE RABISQUE



Para a perfeita colagem dos diferentes materiais, utilizei os adesivos: Cola Branca PVA e Cola de Contato da marca Tekbond.

15 de maio de 2019

Como está a educação ambiental em Minas Gerais? Palestra promovida pela AMDA tratou deste importante tema.


Estive presente à edição de maio do Projeto Terça Ambiental, promovido pela AMDA Minas Gerais. O tema de exposição e debate "Como está a educação ambiental em Minas Gerais?" foi conduzido pela especialista em gestão ambiental com foco em educação ambiental, Marta Silveira. 

O objetivo deste encontro foi discutir se a Educação Ambiental é realmente implementada nas escolas e como isso acontece. E se tornou  um momento muito especial  para reflexões e ampliação do debate em torno de questões importantes e polêmicas ligadas ao tema focal. O evento aconteceu no auditório do CREA-MG e contou com a presença de diversos profissionais do setores público e privado e estudantes de cursos da área ambiental.

A Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) determina que a Educação Ambiental (EA) deve ser desenvolvida "como prática integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal". Contudo, a lei pontua que essa incorporação deve ocorrer de modo interdisciplinar, ou seja, não existe uma disciplina específica para que os conceitos sejam trabalhados em sala de aula. 

O fato de a legislação classificar a educação ambiental como uma matéria interdisciplinar é um dificultador. Com tanto conteúdo para aplicar em pouco tempo, é difícil encontrar professores dispostos a dedicar ainda mais tempo na busca por materiais adequados para abordar quaisquer temas que integram a EA. A falha esbarra ainda na postura das instituições de ensino, que não investem na capacitação dos professores, nem na pesquisa de materiais didáticos que abordem a temática ambiental.

Na maioria das vezes, a abordagem é fruto de demandas emergenciais, como a crise hídrica que atingiu diversas regiões do país em 2014. A sensibilidade dos professores em reconhecer a urgência e importância da educação ambiental é crucial para o desenvolvimento de atividades.

Desde 2015 tramita no Senado Federal o Projeto de Lei do Senado (PLS) n° 221, que estabelece a educação ambiental como matéria obrigatória no currículo escolar. O autor da proposta, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), considera a atual situação da EA insuficiente. Desde o ano passado o projeto está na Comissão de Educação, Cultura e Esporte e no início de março deste ano o projeto foi redistribuído e aguarda emissão de relatório.

O evento foi bastante produtivo quanto à abordagem do tema e possibilidade de debate. E se tornou um  importante espaço para tratarmos dos muitos desafios da prática da Educação Ambiental, em um tempo em que ainda necessitamos que os vários setores ampliem sua visão quanto à sua importância. 


13 de abril de 2019

A enriquecedora experiência de vivenciar o Jogo Carta da Terra no I Encontro Nossa Cidade Conecta.

Projeto Ler e Jogo Carta da Terra, durante o I Encontro Nossa C\idade Conecta - Foto Cláudio Casaccia

O I Encontro Nossa Cidade Conecta realizado em Belo Horizonte, entre os dias 4 e 6 de abril, no CRJ - Centro de Referência da Juventude, reuniu pessoas engajadas em transformação social, ampliando o impacto de ações e projetos sociais, econômicos, ambientais e culturais em cidades pequenas. 


A palestra de abertura, "Como semear o dia em que todos viverão bem, em comunidades abundantes de um planeta saudável" realizada por Renato Orozco, foi norteadora de todo o evento e nos conduziu a diferentes conexões: Negra, Indígena, LGBTQ e Feminina. Através de palestras, coletivos, debates, oficinas e apresentações onde aconteceram encontros de muitos, nos conectamos ao redor de sonhos e objetivos comuns.


O co-criador do Jogo Carta da Terra , Cláudio Cassacia
acompanhou de perto as experiências enriquecedoras da oficina.
Foto: Bruna Leles.
Entre estes Idealistas, também estive presente. O Maria Reciclona - Núcleo de ações para a sustentabilidade participou como convidado do arquiteto e criador de jogos, Cláudio Casaccia, na assistência à oficina "Jogo Carta da Terra". O jogo, apresenta diferentes possibilidades de jogabilidade e estimula os participantes a compartilhar suas experiências pessoais, a protagonizar ações  socioambientais, desfrutar de uma atmosfera cooperativa e viver momentos de alegria e aprendizado pensando em um mundo mais sustentável e justo. A atividade foi ofertada ao público, no sábado (6) e aconteceu de forma muito especial e a  presença de vários participantes do Projeto LER que, nesta atividade, contou com a monitoria da Professora Sandra Cavalcante.

Mazza Pena lendo as orientações propostas pelo Jogo que nos conduziu a uma linda experiência . Foto Cláudio Casaccia

O PROJETO LER é uma iniciativa de professores do Departamento de Letras da PUC Minas, em parceria com o Centro de Estudos luso-afro-brasileiros, Cátedra do Instituto Camões, em Belo Horizonte, e o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR - Brasil). Nasceu da necessidade de criar contextos interculturais de aprendizagem e de interação linguística, em língua portuguesa, com pessoas de diferentes países que chegam à Região Metropolitana de Belo Horizonte na condição de migrantes e refugiados. As atividades linguístico-culturais realizadas caracterizam-se, portanto, como práticas contextualizadas e colaborativas da leitura e da escrita de textos de natureza diversa, em língua portuguesa. 

Participantes de diferentes nacionalidades formaram os grupos que buscavam a vitória coletiva. Foto Cláudio Casaccia
Sandra Cavalcante, motivadora de experiências. Foto Bruna Leles
Neste sentido, o Jogo Carta de Terra se apresentou como um elemento com total adequação à proposta do LER e, atendendo a um dos objetivos do projeto, o português foi adotado como língua comum a ser falada pelos participantes, oriundos de países como Guiné Bissau, Haiti e Venezuela. 

O JOGO ONDE TODOS GANHAM OU PERDEMOS JUNTOS


A oficina trouxe a oportunidade de vivenciar a abordagem das diferentes dimensões da Carta da Terra, importante documento gestado durante a Rio 92 que inaugura um fundamento ético quando nos lembra que fazemos parte de uma só família humana. Conduzimos a jogabilidade pelas várias possibilidades de abordagem desse documento, que se permite utilizar como catalisador para alcançar o diálogo entre diferentes culturas e credos, com relação à ética global e o rumo que a globalização está tomando. 

Jogamos simultaneamente em em dois tabuleiros e ao alcançarmos nosso objetivo da vitória coletiva, os jogadores puderam realizar uma atividade final onde expressaram em 5 línguas, traduzindo em palavras de ordem, o quarto princípio da Carta da Terra que trata da "Democracia, não violência e paz".  

Foi uma linda experiência!
Reunimos-nos, ao final da oficina, para uma foto que registrou nossa linda conexão.

2 de abril de 2019

Celebrando o Dia Mundial da Água, no Parque Nacional do Ibitipoca.


Neste ano, tive a felicidade de poder celebrar o Dia Mundial da Água (22 de março) em um local especial e cheio de boas energias. Foi possível reverenciar a água e toda a sua potencialidade e importância para a vida humana, animal e vegetal, realizando o Circuito das Águas no Parque Nacional do Ibitipoca.

Localizado na Zona da Mata do Estado de Minas Gerais, o Parque Nacional do Ibitipoca está situado a três quilômetros do distrito de Conceição do Ibitipoca, pertencente ao município de Lima Duarte. Ocupa 1488 hectares como área de reserva, onde podemos realizar visitas guiadas ou por conta própria, seguindo a boa sinalização existente. Entre os roteiros possíveis estão as trilhas da Janela do Céu (16 km), do Circuito do Pico do Pião (11 km) e o Circuito das Águas (5 km).


Nesta última trilha, podemos visitar o Lago dos Espelhos, Lago Negro, Prainha, Lago das Miragens, Ponte de Pedra, Cachoeira dos Macacos e do Rio do Salto. Cada ponto é uma paisagem para se reter nos olhos e na alma.


As águas percorrendo as longas extensões de pedra formam poços de águas límpidas que reluzem as formações rochosas de cor amarelada. Naquele dia de outono, que acabava de chegar, o sol refletia de forma mágica, a energia vibrante que pulsa naquele lugar...

Foi  lindo poder vivenciar o dia Mundial das Águas como uma celebração ao lado de companheiros especiais e muito sintonizados com as forças da natureza.
Minha gratidão ao Universo!


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