21 de janeiro de 2017

Núcleo Maria Reciclona atua em programa de educação ambiental da maior usina fotovoltaica da América Latina.



Esta semana, recebi, via Correios, mais um certificado de um projeto profissional realizado. E novamente, o sentimento de gratidão ocupou minha alma. É maravilhoso sentir o prazer de um desafio conquistado com êxito.

No mês passado, ministrei mais uma palestra de educação ambiental, contratada por uma empresa parceira, responsável pela consultoria ambiental do Complexo Solar Pirapora.
Desta vez, no norte de Minas Gerais, na Cidade de Pirapora, onde está sendo instalada a maior usina de geração de energia fotovoltaica (solar) da América Latina.
A megausina vai entrar em funcionamento em agosto deste ano, quando deverá iniciar o fornecimento de 150MW para o Sistema Interligado Nacional de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. O cronograma prevê que em novembro de 2017, a unidade passará a fornecer para o sistema nacional mais 90MW, alcançando uma geração de 240MW.

Atuando no programa de Educação Ambiental, O Núcleo Maria Reciclona tratou de temas ligados ao consumo sustentável e consciente, compartilhando momentos especiais com 48 professores da rede municipal de ensino, participantes do PNAIC - Programa Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.


Poder viajar e conhecer frações da nossa história, é mais um dos aspectos felizes do meu trabalho. 
Na oportunidade, aproveitei para conhecer o famoso ''Benjamim Guimarães'' um vapor construído em 1913 , nos Estados Unidos. Outrora ele navegou no Rio Mississipi e, posteriormente, em rios da Bacia Amazônica. 


Na segunda metade da década de 1920, adquirido por uma firma brasileira, o vapor passou a realizar contínuas viagens ao longo do Rio São Francisco e em alguns dos seus afluentes. 
Hoje é o único barco a vapor em atividade no mundo e está aportado na Cidade de Pirapora.


Visitando o Museu dos Vapores, adquiri novos conhecimentos e obtive muitas informações sobre este tipo peculiar de transporte. 

Além de peças e maquinários, o museu apresenta uma curiosa e engraçada placa com a previsão metereológica.

E ainda pude ver de perto mais um trecho do velho São Francisco.


Agradecendo pelo trabalho que nos edifica e pelas belas oportunidades que ele nos traz, 
esta postagem participa da blogagem coletiva:

16 de janeiro de 2017

Cachepot com caixa tetrapack.


Continuo meus exercícios de pintura bauernmarelei sobre diferentes superfícies. Esta semana, o projeto foi este cachepot reutilizando caixa tetrapack.
Aproveitei para pintar em um lindo tom de azul para combinar com outras peças da decoração da minha varanda.
Veja o passo a passo e como ficou. Espero que goste.

MATERIAIS:

- 2 embalagens tetrapack no formato quadrado.
- Fita crepe Teckbond
- Tinta spray Super Color Teckbond
- Tinta acrílica para artesanato
- Tesoura
- Pinceis
- Régua
- Caneta

COMO FAZER:


1- Retire a parte superior das duas embalagem, higienize e seque bem.

 2 - Utilizando a tesoura, abra as laterais das duas caixas seguindo os vincos . Reserve uma delas desta forma.
 3- Na outra caixa, meça o centro da caixa e, com auxilio da régua e da caneta , trace um triângulo ligando os dois pontos da base à marca no topo. Repita isto nas 4 laterais.

4-  corte os 4 triângulos e reserve.







5- Utilizando fita Crepe, una os quatro triângulos na primeira caixa como se vê na foto e forme assim a estrutura do cachepot.




6- Aplique uma demão de primer na parte externa e interna do cachepot. Deixe secar completamente.



7-  Logo após, aplique duas demãos de tinta spray por dentro e por fora. Deixando a tinta secar bem entre uma demão e outra.

Eu usei a Super Color da Tekbond neste azul metálico maravilhoso.
8- Para finalizar,  decorei com pintura no estilo bauernmarelei , utilizando tinta acrílica colorida.

Assim ganhei mais uma peça decorativa para a minha varanda.

13 de janeiro de 2017

MEU UNIVERSO CONSPIRANDO PELO VERDE.



Sempre estou buscando dar passos em direção a novos conhecimentos trazidos pela experimentação de diferentes técnicas ou práticas, e ainda pela frequência a novos ambientes de pesquisa ou de convivência. Alguns me dizem que sou perseverante, mas, na maioria das vezes, sou mesmo é teimosa (e dizem que desde bem pequenina). E seja como for, sigo sempre firme no propósito da valorização dos dias, através da realização dos meus mini planos.
Não sou de traçar mega projetos a longo prazo. Sou mais do tipo que adota pequenos e frequentes desafios cotidianos, que possam ser realizados com alguma dose de esforço e dedicação. Incluindo aqui, criar, recriar, desfazer, refazer, pesquisar, pedir ajuda sempre que necessário, mudar de rumo e retornar com uma ideia nova para a realização de cada proposição.
Desta forma, somados, meus pequenos planos sempre me levam a alçar voos maiores, a situações e lugares maravilhosos e impensados. Acredito que a determinação e a prática são mesmo ótimos caminhos para se chegar aonde quer que desejamos. Comigo sempre foi assim. 

Inciei o ano com bons propósitos. Plantei meus ensejos e criei minha agenda personalizada, onde reservei alguns espaços para atividades que gostaria ver se realizando de forma mais sistemática. 
Desta vez, criei um novo espaço denominado "Verde que te quero verde". Qual o propósito? Registrar minhas atividades voltadas para plantios de árvores e hortaliças, estudos de botânica, meu projeto para a criação de um pequeno herbário... entre outras "atividades verdes".
E a verdade, é que o meu pequeno universo ( o que crio e recrio, faço e desfaço cotidianamente, com determinação) sempre conspira a meu favor!!!

Nesta semana, ao retornar após um compromisso, encontrei um tesouro me esperando sobre a mesa. Uma grande caixa contendo novas doações de materiais descartados de um laboratório de botânica para serem reaproveitados em projetos de resignificação, aqui no atelier. Objetos que, certamente, serão utilizados em breve.

Mas quanto à conspiração? Junto com a caixa, um embrulho à parte trazia lindos presentes e um gentil cartão assinado pela Dra. Maria das Graças Lins Brandão que é Coordenadora do Centro Especializado em Plantas Aromáticas, Medicinais e Tóxicas da Universidade Federal de Minas Gerais - CEPLAMT - UFMG, que dizia:

"Feliz 2017! Venha nos visitar no museu de História Natural. Você vai gostar. 
Um abraçoMaria das Graças"

Pensa em uma pessoa feliz e agradecida? Esta sou eu! Perecebi que todo aquele material preencheria de conhecimentos e inspiração aquele espaço "Verde que te quero verde". Um novo ensejo já tomando forma e ganhando nobres contribuições.
E por isto, não poderia deixar de compartilhar com vocês o belíssimo e útil material impresso e digital que me  foi presenteado por ela. 

Inicio pela obra "Plantas úteis de Minas Gerais e Goiás na obra dos naturalistas" de autoria da Professora Maria das Graças Lins Brandão que, delicadamente, registrou uma dedicatória a mim, no exemplar enviado.
O livro inclui o estudo relativo a 90 espécies nativas de Minas Gerais e Goiás, utilizadas para diversos fins, citadas em obras de 8 naturalistas ingleses e franceses que passaram pelo país durante o século XIX. O  trabalho teve como objetivo estudar este acervo que se encontrava depositado no Museu Nacional de História Natural da França, em Paris, e no Kew Royal Botanic Gardens, em Londres. Ou seja, repatriar, recuperar e divulgar informações importantíssimas sobre a flora brasileira.
A apresentação das espécies é feita em ordem alfabética, e tem como referencial o nome popular da planta. O nome científico, a família a que pertence e outros nomes populares, quando ocorrem. Trechos de textos extraídos das obras citadas enriquecem o trabalho, bem como as fotografias da espécie em campo, nos herbários ou estampas em ilustrações antigas.

Outro detalhe inédito e bastante produtivo são os comentários, retirados por exemplo, da caderneta de campo do naturalista que analisou a espécie, entre outros. Estas informações são importantes porque são primárias. ou seja, foram recolhidas em uma época em que a vegetação nativa era conservada e a fitoterapia praticada, quase que exclusivamente, a partir do uso de espécies da biodiversidade brasileira.
Já iniciei a leitura. E um dos grandes impactos que a obra me trouxe, foi através das palavras escritas pelo naturalista Auguste de Saint Hilaire, sobre suas observações em viagem pelas províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais no início do séc XIX. Já àquela época, apresentando grande preocupação, ele registra sua assombrada visão com a prática imprevidente do habitante das áreas visitadas por ele, em 1830.

"Desse modo, os agricultores terminam na província das Minas Gerais e que começaram os homens que iam à cata de ouro, a funesta destruição das matas. A falta de lenha já se faz sentir em algumas vilas que foram provavelmente construídas no seio de florestas, e as minas de ferro, de riquíssimo teor em metal, não podem ser exploradas por falta de combustível. Diariamente árvores preciosas caem sem utilidade sob o machado do lavrador imprevidente. É impossível que, no meio de tantos e tão repetidos incêndios, não tenha desaparecido uma série de espécies úteis à artes e à medicina, e, dentro de alguns anos, a Flora que nesse momento acabo de publicar, não será mais, para certas regiões, senão um monumento histórico."  Auguste de Sainte Hilaire -  1830.

Além deste valioso material também me chegaram:

* O livro " Plantas Medicinais e Fitoterápicos (Aspectos gerias e métodos de validação) também de autoria da Dra. Maria das Graças Lins Brandão.
* DVD Plantas Medicinais e Fitoterápicos  - Banco de dados e amostras de plantas aromáticas, medicinais e tóxicas - Museu de História Natural e Jardim Botânico UFMG - 2008.
* Catálogos do Projeto Biotecnologia de Plantas Medicinais na Escola - Parte I (2013) e II (2015).


*  DVDs "Ensinando sobre plantas Medicinais na Escola" - Maria das Graças Lins Brandão, Gustavo Pereira Cosenza e Verena Bartkowiak de Oliveira.
* O Documentário: Plantas medicinais um saber ameaçado (Projeto Plantas Medicinais da Estrada Real) - Coordenação Geral: Maria das Graças Lins Brandão e Roberto Luís Melo Monte.
* DVD - História das Plantas Úteis e Medicinais do Brasil - Theodor Peckolt e Gustav Peckolt.
* Além de um divertido quebra cabeças que integra a série de produtos sobre plantas medicinais nativas do Brasil desenvolvido pela equipe do CEPLAMT/UFMG, com o objetivo de divulgar o trabalho realizado pelos naturalistas que descreveram a flora brasileira no passado.
Na imagem a ser montada teremos:  Quina da Serra Remijita ferruginea (A. St-Hil) DC. *Febrifuga.


Agradecendo
 Aos naturalistas que, através de estudos e viagens realizadas nos seculos passados, por terras brasileiras, deixaram um grande legado para o registro e preservação do conhecimento sobre nossa flora, e ainda aos pesquisadores que hoje resgatam, preservam e evoluem estes estudos (em especial à Dra. Maria das Graças Brandão), 
este post participa da blogagem coletiva:

9 de janeiro de 2017

Meu encantamento pela pintura Bauernmalerei.


Há pouco tempo, ando pesquisando sobre uma técnica de pintura que sempre me encantou: a Bauernmalerei, um estilo de artesanato rústico alemão, cujas origens remontam ao século XVII.
Criada na Alemanha, pelos agricultores que pretendiam dar cor e vida aos seus móveis velhos,esta técnica imitava o mobiliário dos Senhores Feudais.

Fonte: internet
Fonte: internet
No Brasil, ela chegou através dos imigrantes, que encontraram nela, uma forma alegre e de baixo custo para decorar suas casas, em oposição à marchetaria utilizada pela nobreza. 
Na pintura Bauernmalerei, que retrata, em sua essência, flores (rosas, tulipas, miosótis, flores-do-campo, margaridas e peônias), além de animais e arabescos, há certas características a serem respeitadas e rituais e técnicas a serem seguidos. 

O autêntico Bauernmalerei é caracterizado especialmente pelas pinceladas livres e espessas, pinceladas estas, que devem ser únicas. Não se deve refazer um traço. 
A mescla de tons deve ser feita no próprio pincel, que é carregado com todas as cores necessárias para a pincelada desejada. 
As cores verde, azul, ocre, bordô, marrom e branco são predominantemente utilizadas e também caracterizam este estilo.

Pode-se aplicar a pintura em diferentes superfícies, sejam móveis ou outros objetos. E eu, como boa reciclona que sou, venho procurando treinar minhas pinceladas por sobre materiais destinados à reciclagem, conferindo a estes um novo significado.

Longe de dizer-me pintora desta técnica, permaneço como curiosa, já que não encontrei por aqui, alguém que domine esta técnica e possa me dar aulas presenciais.
Sendo assim, recorri a vídeoaulas ministradas via web, por artistas que estudam e praticam esta técnica há bastante tempo e podem compartilhar seu conhecimento com maestria.
Deixo neste post, atavés destas garrafas, o primeiro registro dos meus ensaios como curiosa desta linda técnica de pintura e minha gratidão aos artistas que compartilham seus conhecimentos, através da internet. 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...