25 de setembro de 2017

EM MEMÓRIA DA #CASA DA ÁRVORE... PORQUE CINZAS SÃO ÓTIMO ADUBO.

MUTIRÃO DE DOAÇÃO DE MUDAS DO BOI ROSADO AMBIENTAL LEVA CENTENAS DE PESSOAS AO PARQUE MUNICIPAL NESTE DOMINGO

Mudas de diferentes espécies doadas neste domingo.
Celebrando o Dia Nacional da Árvore, comemorado no dia 21 de setembro, participei neste domingo (24) de mais uma ação de doação de mudas no Parque Municipal, em Belo Horizonte.
Esta é uma ação promovida pelo parceiro Boi Rosado Ambiental, que tradicionalmente promove 4 ações anuais no local. Nesta doação, 500 exemplares de diferentes espécies frutíferas e outras espécies nativas brasileiras foram distribuídas a um público que ultrapassou o número de mudas e que se organizou em uma longa fila, formada antes mesmo das 10 horas, horário marcado para o início da atividade.

A população se organizou em uma longa fila para receber a doação das 500 mudas levadas para o parque.

O grupo formado pelos voluntários presentes, coordenados pelo idealizador e fundador do projeto, Severino Aiabá se revesou nas atividades de receptivo, orientação sobre as características das espécies e cuidados no replantio e podas, além de atender e orientar as pessoas que desejam se unir voluntariamente ao Boi Rosado Ambiental.

Ao lado do coordenador do projeto e outros voluntários pude participar de mais uma linda doação de mudas.
O projeto é mantido de forma colaborativa, com a persistência e conhecimentos de seu fundador, ações entre amigos e doações dos voluntários que se alternam nos mutirões mensais de plantio que acontecem no viveiro próprio do projeto e auxiliam na compra de insumos necessários à produção.

Coordenadores e voluntários prestaram assistência ao público com orientações diversas.

#casadaárvore
Foto: Sandra Melo


Enquanto pela manhã eu celebrava com alegria o replantio de centenas de mudas, não poderia imaginar que, em poucas horas, um sonho plantado sob e sobre uma frondosa árvore localizada na avenida Barão Homem de Melo, na região Oeste da capital, seria totalmente destruído.
A "Casa da Árvore", como ficou conhecida uma instalação de dois andares e quatro cômodos construída com resíduos coletados por moradores de rua, era uma luta resistente pela cultura. Ela abrigava, sob a generosidade da copa de uma mangueira, um espaço cultural dos mais originais. Ali foi instalada uma biblioteca com cerca de 1000 livros recolhidos no lixo por seus idealizadores ou doados por simpatizantes do espaço. 

A biblioteca Casa da Árvore servia indistintamente e de forma gratuita a quem por ali passasse e desejasse colher uma folha de leitura e saciar seu desejo pelos frutos do saber. 
Tristeza: Gleici, responsável pela biblioteca da Casa da Árvore, após o incêndio
Foto: Reginaldo Silva
No entanto, no início da noite deste domingo (24) , a Casa da Árvore foi destruída por um grande incêndio que a consumiu por inteiro. 

Ontem também havia sido um dia feliz na Casa da Árvore.  Ao longo do dia, com música e lanche, moradores do bairro ocuparam o espaço, como parte de um  movimento para que a Casa da Árvore recebesse autorização para permanência no local, já que nem todos apoiavam ou simpatizavam com a iniciativa de Klinder Rodrigues e seus companheiros.  No último dia 13, a prefeitura da capital tinha entregue uma notificação determinando o despejo imediato daqueles que ousaram sonhar com cultura e respeito à sombra de uma mangueira.
O incêndio foi implacável. Até as folhas da mangueira foram queimadas junto com todo o acervo da biblioteca. Restou apenas a placa com o dizer #casa da árvore.

Eu compartilho desta tristeza que se abate sobre todos que apoiavam este projeto e desejo que , como as árvores, o ideal representado pela Casa da Árvore tenha criado raízes profundas. E que todos saibam (principalmente aqueles que eram contrários): cinzas são ótimo adubo. 


Para saber mais sobre a história da Casa da Árvore:

 

Para conhecer mais sobre o Boi Rosado Ambiental e para se voluntariar acesse: https://boirosadoambiental.blogspot.com.br/

18 de setembro de 2017

Associações e grupos ligados à preservação e defesa ambiental se reúnem para a preparação da "III Caminhada com Francisco em defesa do meio ambiente e pela paz".

Representantes de diferentes associações e movimentos de defesa ambiental presentes à reunião.
Aconteceu hoje, na sede do Vicariato Episcopal para a Ação Social e Político (bairro da Lagoinha/BH), a segunda reunião de preparação da "Caminhada com Francisco em defesa do meio ambiente e pela paz". De 9 às 10h30,  representantes de diferentes associações, grupos e movimentos ligados à preservação e defesa ambiental trataram de vários aspectos da organização do evento programado para acontecer no domingo, 8 de outubro, das 9 às 13 horas.

A Caminhada com Francisco será, como nos anos anteriores, um ato em defesa do meio ambiente e esta terceira edição será inspirada na recente Carta Encíclica do Papa Francisco Louvado Sejas - sobre o cuidado da casa comum e pelo tema da Campanha da Fraternidade, Biomas Brasileiros e Defesa da Vida.

Neste ano, a caminhada acolherá a região Nossa Senhora Piedade que está relacionada ao entorno geográfico e aos movimentos de Defesa da Serra do Curral. O objetivo desejado é que a caminhada possa se transformar em um  ato de confluências de lutas e dar maior visibilidade para as questões e ações de defesa da Serra do Curral, além do conjunto de ações e mobilizações dos diferentes movimentos da Região Metropolitana.


PRESENÇAS
Maria Reciclona - Núcleo de Ações para a Sustentabilidade e seu parceiro Boi Rosado Ambiental estiveram presentes na reunião, ao lado de representantes dos Movimentos de Preservação da Serra do Gandarela , do Parque Estadual da Serra do Rola Moça, do Movimento da Fé e Política da Paróquia Verbo Divino, do Movimento Serra Sempre Viva, do MAM - Movimento das Associações de Moradores de Belo Horizonte, da Associação dos Moradores do Mangabeiras, do GOM&UJA- Grupo Organizado Moradores e Usuários Jardim América  e PARQUE JÁ,  da Pastoral Afro Brasileira, da UNIVIVAS e do Movimento Amigos da Serra do Curral, além de membros do Vicariato Social.

PRÓXIMA REUNIÃO
Nesta reunião foram tratados aspectos ligados à infra estrutura, mobilização para o ato, divulgação, atividades a serem desenvolvidas no local da concentração  (Praça do Papa) e chegada da caminhada (Parque da Serra do Curral) e novas ações como a criação de um evento público em rede social  para divulgação e atualização das ações, a doação de mudas de árvores no evento por parte do Boi Rosado Ambiental, entre outras contribuições.
A próxima reunião acontecerá no dia 26 de setembro, às 9 horas na sede do Vicariato Episcopal ( Rua Além Paraíba, 208 - Bairro Lagoinha - tel (31) 3261-2764) .



I Fórum Municipal Lixo Zero Belo Horizonte: venha participar comigo de um bate papo sobre Educação e Conscientização.


Na próxima sexta-feira, 22 de setembro, acontece o I Fórum Municipal Lixo Zero Belo Horizonte. Estarei participando do painel Educação e Conscientização ao lado de outros profissionais da área de sustentabilidade.  Pretendo, neste bate papo, contar sobre minha experiência como educadora ambiental e falar um pouco sobre a prática deste exercício.
Confiram a programação e sintam-se convidados. Até sexta.





14 de setembro de 2017

Vamos decorar caixas com filtro de café usado? É fácil e fica lindo!


Eu amo um cafezinho coado na hora. Mas se tem algo que eu gosto igualmente, é reaproveitar ao máximo os resíduos. Desta forma, preparei este tutorial mostrando como reutilizar os filtros de papel em um belo projeto.
O filtro de café usado pode ser reutilizado para fazer uma variedade de artesanatos e é adequado também para decoupage. Pode ser aplicado sobre diversos materiais tais como madeira, vidro, papelão, metal entre outros, resultando em lindos objetos decorativos e utilitários. 
Basicamente, você precisará apenas de cola e filtro de café. Mas para você reutilizar o filtro em artesanatos, será necessário prepará-lo como verá a seguir.




MATERIAIS:
- Caixa em MDF
- Filtros de café usados
- Cola branca ( recomendo a cola branca PVA Extra Tekbond)
- Vinagre
- Verniz ou Cera incolor
- Pincel
- Lixa

PREPARANDO A COLA:
Utilize a Cola Branca PVA Extra Forte Tekbond e siga esta  dica para evitar que,  devido ao uso de material com resíduo orgânico, depois de algum tempo possam aparecer manchas de mofo no seu trabalho: misture água e cola, em partes iguais e acrescente 2 colheres de sopa de vinagre.


COMO PREPARAR O FILTRO DE CAFÉ:
- Após a filtragem do café, deixe escorrer completamente o líquido.
- Descarte o excesso de pó e deixe-o para secar.
- Quando estiver totalmente seco, abra com as mãos ou recorte toda a parte onde ele está colado
- O pó que restou você pode retirar usando um pincel ou uma escova de dente velha.
Obs.: Se quiser o aspecto mais manchado deixe mais pó no filtro ao levar para a secagem, retirando-o após. O efeito de diferentes tonalidades fica muito bonito.


DECOUPAGEM SOBRE UMA CAIXA EM MDF:
- Inicie rasgando os filtros em pedaços desiguais e vá colando sobre toda a superfície da caixa, sempre com a parte onde estava o pó (a parte de dentro do filtro) voltado para baixo.
- Vá sobrepondo as tiras até que complete a superfície escolhida. 
- Passe a cola com um pincel para colar e por cima do filtro também, para que não se solte facilmente.
- Fique atenta quanto à coloração, tente intercalar os tons para que fique com uma bonita harmonia.
- Para finalizar a peça, aguarde a secagem completa. Logo após, apare os excessos e depois passe uma camada de verniz em toda a superfície, e, se for necessário, passe uma segunda camada.
Você pode utilizar também, cera incolor.


Até a próxima. Espero que tenha gostado.

19 de agosto de 2017

ECOCEBRAC BH 2017 chega à sua terceira etapa somando muitas ações de empreendedorismo social.


O Projeto EcoCebrac 2017, com o qual o Núcleo Maria Reciclona mantem parceria e através do qual oferece diversas oficinas de supraciclagem, já está em sua terceira etapa. E muito se fez para chegar até aqui. 

A etapa ECO CONSCIÊNCIA foi desenvolvida de janeiro a março e buscou elevar a importância da conscientização – em relação ao meio ambiente e responsabilidade social. A segunda etapa denominada ECO SOLIDARIEDADE, iniciada em abril, buscou processos e ações que promovessem uma maior reflexão sobre a solidariedade e o retorno moral que esta pode promover. Foi então possível experimentar várias ações de altruísmo e a prática de valores que permanecemos buscando ao longo de todo a campanha e que se prolongam na última etapa, denominada ECOTRANSFORMAÇÃO. Nesta fase, estamos vivenciando a transformação nos dois níveis conceituais do projeto: a transformação ambiental e a transformação social. Unindo estas transformações em uma terceira etapa, fechamos o ciclo do EcoCebrac 2017 com a certeza de que estamos aptos a prosseguir como empreendedores e agentes de transformação social. 

O Projeto abriu um caminho repleto de informações, conhecimentos, histórias e atividades para os alunos do Cebrac BH e para a comunidade e tem proposto pensarmos como podemos agir para melhorar nossa realidade social, como reconhecer o quanto podemos ter uma postura ativa e transformadora em relação aos problemas e às situações que cotidianamente nos incomodam e promover mudanças significativas na comunidade onde vivemos e no mundo que nos cerca. 

Alunos e Instrutores do Cebrac BH em visita, com promoção de ações recreativas,  realizada às senhoras do asilo Santa Zita. (Julho 2017)
Os alunos continuam com muitas atividades, pois o encerramento desta campanha 2017 ainda está por vir e até lá, permanecemos com as mãos e mentes ocupadas buscando novas ações promotoras de ecotransformações.
Participação da Feira Ecoarte no Bee Green Boulevard, a maior fazenda urbana da América Latina (Julho 2017).
Para cumprir e realizar cada uma dessas etapas, tivemos várias atividades incluindo oficinas, palestras, visitas guiadas, sessões de cinema, minicursos, bazares solidários, passeios entre outras.

OFICINAS DE SUPRACICLAGEM EM PARCERIA COM O NÚCLEO MARIA RECICLONA

Durante as três etapas do projeto, várias oficinas de supraciclagem coordenadas pelo Núcleo Maria Reciclona foram ofertadas. Muitos resíduos ganharam nova significação, através das mãos habilidosas e dedicadas dos alunos do Cebrac BH. 




Dezenas de lindos objetos foram criados e todos foram destinados a um ecobazar administrado pelos próprios alunos e com verba totalmente destinada à compra de fraldas e produtos de higiene pessoal a serem doados para pessoas em situação de risco social ou vulnerabilidade econômica que se encontram em asilos, casas de acolhimento e hospitais para tratamentos de longa duração. 
Tudo realizado com imenso carinho, muita consciência e busca por ecotrasnformações.

Ecobazar administrado pelos alunos, com renda destinada a ações de empreendedorismo social. 

17 de agosto de 2017

Maçãs com garrafas pet: uma deliciosa forma de decorar e presentear.


As embalagens pet podem render muitos projetos que se prestam a diferentes utilidades. Aqui, as embalagens foram transformadas em belas maçãs que podem ser utilizadas como caixinhas para presentear com guloseimas ou outras delicadezas.


Elas podem ser vermelhas ou verdes, grandes ou pequenas e serão sempre uma ótima ideia para decorar um aniversário com temas infantis como a Branca de Neve .
Veja como fazer:

Materiais:
2 Garrafas Pet com fundo ondulado e do mesmo tamanho.
Tesoura,
Estilete,
Pistola e bastão de Cola quente,
Verniz vitral nas cores vermelho fogo e verde folha,
Solvente (diluente) para verniz vitral
Pincel cerda macia
Vela,
Fósforo ou isqueiro.

Como fazer:
1- Lave e seque bem as garrafas
2- Comece cortando a primeira garrafa pet um dedo acima da marcação do fundo. E a segunda garrafa você deve cortar exatamente na marcação do fundo da garrafa.
Obs.: para proceder os cortes, comece realizando um pequeno rasgo com o estilete e prossiga utilizando a tesoura.
3- Em seguida,utilizando o pincel de cerdas macias e a tinta verniz vitral vermelha, pinte as partes dos fundos cortados das garrafas pet. Deixe secar por aproximadamente 15 ou 20 minutos. 
4- Utilizando agora as partes que sobraram das garrafas, recorte duas folhas em formato e tamanho adequados à maça. Recorte também uma tira de aproximadamente 1,5 cm de largura por 8 cm para fazer o talo. 
5- Acenda a vela e, com bastante cuidado, vá expondo as laterais das folhas ao calor da chama para proceder a selagem e realizar o acabamento. Faça o mesmo com o talo de ambos os lados de forma a torna-lo cilíndrico. 
6- Pinte as folhas e o talo recortados utilizando a tinta verniz vitral verde. Deixe secar. 
7- Após secas as partes, aplique um pouco de cola quente no talo, cole uma folha, aplique cola quente no outro lado do talo e cole a segunda folha. 
8- Feche as duas partes do fundo da garrafa pet já pintadas de vermelho, encaixando uma parte na outra. Aqueça um objeto de metal e faça um furo no centro da parte de cima e encaixe o talo com as folhas coladas nele. Reforce com um pingo de cola quente na parte interna.

Esta pronta sua maçã.


17 de julho de 2017

"Energias Renováveis - A importância da questão energética para o desenvolvimento sustentável" foi tema de mais uma palestra que ministramos em Pirapora - MG.

"Energias Renováveis. A importância da questão energética para o desenvolvimento sustentável" foi o tema de mais uma palestra que tivemos a oportunidade de ministrar, através do programa de educação ambiental do Complexo Solar Pirapora, maior parque de energia solar instalado na América Latina. A atividade aconteceu no último dia 11 de julho, no auditória da Secretaria Municipal de Educação, do município de Pirapora, em MG.

Contando com  a presença de professores e outros servidores municipais, tratamos de importantes aspectos referentes às energias renováveis: solar (térmica e fotovoltaica), eólica, hidráulica, geotérmica, maremotriz e biomassa. Também abordamos aspectos didáticos, apresentamos diversas atividades para composição de planos de aula, vídeos, cartilhas e outros materiais de apoio para os professores poderem melhor compartilhar esta temática com seus alunos.

Apostila e outros materiais de apoio preparados
para o compartilhamento de conhecimentos
 acerca das energias renováveis
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (1988) é necessário desenvolver nos cidadãos a capacidade de posicionar-se diante de questões que interferem na sociedade, superando diferenças e nela intervir de forma consciente e responsável. Neste sentido, a escola é considerada um espaço favorável para reflexões, desenvolvendo nos alunos mudanças de atitude e comprometimento em relação a questões sociais, como por exemplo, a ambiental. Quando se propõe a discutir no âmbito escolar tópicos relacionados à temática ambiental, cabe ressaltar a importância de se debaterem concomitante, aqueles que dizem respeito à questão energética, um dos grandes problemas do mundo moderno.

A maior parte da energia utilizada no Planeta é de origem não renovável, ou seja, tem origem em recursos que, quando utilizados, não podem ser repostos pela ação humana ou pela natureza em um prazo útil. Além disso, soma-se o fato de que muitos deles têm um grande potencial destruidor do meio ambiente, fazendo com que a energia gerada seja altamente poluente e causadora de desequilíbrio.
Hoje já sabemos que a energia pode ser gerada de forma mais inteligente, menos poluente e menos dispendiosa. Isso ocorre por meio de fontes como a energia hidráulica, eólica, solar, maremotriz, biomassa e geotérmica, por exemplo. Esses são os chamados recursos renováveis, ou seja, são aqueles que quando usados, são naturalmente reabastecidos em um prazo útil para serem reutilizados. E também se constituem em energias mais limpas e com menor capacidade de geração de gases poluentes e causadores de efeito estufa, portanto, mais sustentáveis. Estas discussões não são e não devem ficar restritas apenas a cientistas, estudiosos e governantes, mas fazerem parte de toda a sociedade; logo a escola não pode se omitir do debate; as crianças e adolescentes precisam discutir as questões energéticas de maneira contextualizada, interdisciplinar e abrangente. Eis um desafio para todos os professores que se dispõem a educar em sintonia com as complexas demandas dos tempos atuais.



16 de julho de 2017

Núcleo Maria Reciclona e Ecocebrac juntos na 4ª Edição do Ecoarte.


Novamente, a parceria do Maria Reciclona - Núcleo de ações para sustentabilidade e o CEBRAC BH resultou em uma linda ação realizada no último dia 8 de junho, no BeGreen Farm, a maior fazenda urbana da América Latina, localizada no Boulevard Shopping. 

Na data, aconteceu a 4ª edição da boutique Ecoarte – Arte e Ecotransformados que reuniu 50 expositores entre artesões e artistas, que recebem doações – retalhos, resíduos, material reciclado, embalagens e utensílios – e os transformam em objetos de decoração, arte e acessórios para o lar.



Durante a mostra cultural, que contou com a presença de um público bastante expressivo, alunos do Cebrac BH puderam expor e comercializar os produtos de supraciclagem produzidos ao longo das várias oficinas realizadas  na instituição e coordenadas pelo Maria Reciclona. 


Esta ação conjunta dos alunos, coordenadores e  instrutores do Cebrac BH e do Maria Reciclona marcou o início da terceira e última etapa do Ecocebrac 2017, projeto promovido pela escola e que incentiva ações sustentáveis e de empreendedorismo social.

Neste ano, a exemplo das edições anteriores, a verba obtida através da comercialização dos produtos confeccionados nas oficinas será destinada à compra de produtos alimentícios e de higiene pessoal a serem doados a instituições de assistência social ou diretamente a pessoas carentes.



Durante todo o evento, crianças e adultos passaram pela "Estação Maria Reciclona" onde aconteceram oficinas de plantio de hortaliças e ervas aromáticas e confecção de vasos e regadores com reutilização de material reciclado.


As ações do Projeto Ecocebrac continuam e, através outras muitas ações, permanece buscando promover a ecoconsciência, a solidariedade e transformações sociais . O Núcleo Maria Reciclona se orgulha de poder fazer parte desta história de grande sucesso.

1 de julho de 2017

JUNHO 2017 - Um mês cheio de celebrações e ações sócio ambientais - Confira a retrospectiva.

No dia 5 de junho comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, data instituída em 1972 pela ONU, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo.  E neste ano, o mês de junho foi particularmente muito festejado e ocupado com várias atividades sócio ambientais pelo Núcleo Maria Reciclona e seus parceiros. 


Hoje trazemos uma retrospectiva e contamos um pouquinho sobre vários eventos que tivemos a alegria de participar, celebrando e levando a educação ambiental a tantos espaços e despertando em tantas pessoas, a consciência e desejo de cuidar melhor do meio ambiente.





4 DE JUNHO - MANHÃ DE DOAÇÃO DE MUDAS DE ÁRVORES EM PARCERIA COM O BOI ROSADO AMBIENTAL.

Começamos a celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente na véspera, no domingo bem cedinho e em parceria com o Projeto Boi Rosado Ambiental. Este é um movimento do qual tenho a alegria de participar em várias ações, entre elas mutirões de plantios, doações de mudas e outras ações de conscientização ambiental (leia mais sobre este lindo projeto neste post aqui)

Nesta data,  o lema: "mãos solidárias pela Terra viva",  se fez valer mais uma vez. 
Foram doadas 500 mudas de árvores nativas e frutíferas, na entrada principal do Parque Municipal Américo Renè Gianetti. Todas elas produzidas por mãos voluntárias, no viveiro do Boi Rosado Ambiental. Além da doação, os voluntários se revezaram na informações sobre as características das espécies, instruções de replantio e cuidados com as mudas, atendendo com carinho a todos aqueles que se interessaram em levar consigo uma das centenas de mudas doadas ao longo da manhã.



4 DE JUNHO - TARDE COM O MOVIMENTO ÁGUAS GERAIS 

Do Parque Municipal, ao lado do Boi Rosado Ambiental, seguimos rumo à Praça da Liberdade e fomos nos juntar ao Águas Gerais - PPK e Gandarela e ao Pena de Pavão de Krishna e tantos outros movimentos para saudar as águas do nosso Estado e todo o Planeta.

Muitos e todos nós unidos em uma linda corrente em defessa das nossas águas, lembrando sempre das águas do Rio Doce, inundadas pelo crime ambiental, das águas da Serra da Moeda e da Serra da Gandarela que nutrem o Rio das Velhas e o Rio Paranaíba que, por conseguinte, hidratam a população de Belo Horizonte.


Também as diversas nascentes localizadas na área urbana, o Córrego do Onça, as águas do Rio Arrudas que corta toda a capital em estado de total poluição e tantas outras águas foram aclamadas e por elas reclamamos seu direito de despoluição, respeito e preservação.
Esta ação começou na Praça da Liberdade às 9 horas e teve uma linda finalização no parque Municipal de Belo Horizonte, às 14 horas, através de um cortejo e em uma grande confraternização dos diversos movimentos unidos por uma única causa.

10 DE JUNHO - ABRAÇO SIMBÓLICO DA SERRA DO CURRAL

No sábado (10), a partir das 9 horas, estivemos ao lado de diversas entidades e ativistas ambientais promovendo um grande abraço simbólico na Serra do Curral. A iniciativa, convocada pelos Amigos da Serra do Curral, teve como objetivo informar a população e fortalecer o movimento que busca defender o símbolo de Belo Horizonte, que vem sendo ameaçado em diversas frentes. 

Várias atividades foram ofertadas ao longo de toda a manhã: exposição de diversos movimentos ambientas, palco com depoimentos e apresentações artísticas, atividades saudáveis incluindo alongamento, Tai Chi Chuan, Yoga, Roda Xamânica, Slackline, alimentação Vegana, e várias atividades infantis incluindo pintura coletiva da bandeira manifesto. As atividades ecológicas começaram bem cedo com as oficina observação de pássaros e de compostagem, além da doação de mudas de árvores realizada pelo Boi Rosado Ambiental.

Sobre a Serra do Curral e o movimento de preservação:
Um dos mais lindos trechos do complexo de montanhas do Espinhaço a Serra do Curral faz parte da identidade do povo Mineiro. Seu enorme paredão avermelhado é o sinônimo de um Belo Horizonte do qual todo o Brasil se orgulha. Em meados da década de 1990 a Serra foi eleita grande símbolo da capital mineira. Apesar do notável interesse popular e de ser insubstituível, a Serra vem sofrendo repetidas mutilações estando, cada dia mais, sob risco de desaparecer. 
Há décadas ouve‐se falar do projeto de criação de um parque que além de preservar toda a extensão belorizontina da Serra do Curral garantiria à população mineira o acesso a um belíssimo espaço para lazer e cultura. Entretanto, a falta de vontade política e o excesso de interesses escusos tem estagnado esse processo e, no ritmo de destruição do local, logo não existirá mais o que preservar. 
O povo de Minas Gerais e de todo o Brasil exige que sejam interrompidas as atividades de mineração e a especulação imobiliária e que o espaço da Lagoa Seca, Vale do Sereno, Mutuca, Mata do Cercadinho, Paredão da Serra, Parque das Mangabeiras, Pico Belo Horizonte, Mata do Jambreiro, Mina do Corumi/Taquaril e Mata do Baleia tenham sua proteção garantida formando O Grande Corredor de Parques Ecológico Públicos Carlos Drummond de Andrade. Assim podemos garantir água, lazer e saúde para o povo de Belo Horizonte e demonstrar que os interesses financeiros de grupos não podem superar o respeito ambiental e a vontade da população de Minas Gerais.




24 DE JUNHO- REI-BOI-LI-ÇO ROSADO JUNINO- Festejo e  abraço na Casa dos Cacos.

E como junho e mês de festa, encerramos com um grande Rei-boi-liço. No sábado, 24 foi dia de festejo para lembrar com alegria os aniversários de Guimarães Rosa (que nunca nos deixa esquecer das veredas e sua importância ambiental) e do Boi Rosado Cultural e Ambiental.
Foi dia de reunir os parceiros, promover o plantio de mudas com alunos de uma escola municipal na entrada do Clube Arvoredo mesmo local onde se encontra o viveiro do projeto.
Ali nos concentramos para o cortejo do Boi Rosado, que seguiu pelas ruas do município de Contagem, convidando os moradores para o festejo e convocando para a grande ação final: um abraço na Casa dos Cacos, uma construção que reflete a mais pura manifestação da supraciclagem e sustentabilidade.

Considerada única do gênero no Brasil e equiparada à Capela de Ossos, na Igreja de São Francisco, em Évora (Portugal), e as criações do arquiteto espanhol Gaudí. A casa foi construída e customizada com mosaicos de louça e cerâmica pelo geólogo Carlos Luís de Almeida a partir de 1963 até sua morte, em 1989. Toda a casa , além de enfeites e alegorias, é feita de cacos vindos das mais diversas procedências.

As peças formam mosaicos nas paredes do imóvel e esculturas de cachorros, cabras e uma curiosa elefanta "Fifi". No banheiro da casa, a toalha é feita de cacos. Nos quartos e sala, cama, televisão e rádio são revestidos. Na sala de jantar, a mesa e o telefone são cobertos com pedaços de vidros de várias cores.

Casa dos Cacos foi adquirida pela Prefeitura de Contagem em 1991 e tombada pelo decreto 10.445, de 14/04/2000. No entanto, a casa se encontra fechada à visitação e em estado de total abandono por parte do poder público.


O Maria Reciclona - Núcleo de ações para sustentabilidade esteve ao lado do Boi Rosado e juntos abraçamos este movimento. A Casa dos cacos não pode ser esquecida. Juntos manifestamos em desagravo e exigimos providencias.


Viva Santo Antônio, São Pedro, São João... Viva a Serra do Curral, Vivas as águas de Minas e do mundo, Viva o Boi Rosado e Reviva a Casa dos Cacos !!!



Agradecendo aos parceiros e companheiros que seguem ao meu lado lutando pela preservação do meio ambiente e buscando construir um mundo mais sustentável, este post participa da blogagem coletiva #52 semanas de gratidão.

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