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15 de maio de 2019

Como está a educação ambiental em Minas Gerais? Palestra promovida pela AMDA tratou deste importante tema.


Estive presente à edição de maio do Projeto Terça Ambiental, promovido pela AMDA Minas Gerais. O tema de exposição e debate "Como está a educação ambiental em Minas Gerais?" foi conduzido pela especialista em gestão ambiental com foco em educação ambiental, Marta Silveira. 

O objetivo deste encontro foi discutir se a Educação Ambiental é realmente implementada nas escolas e como isso acontece. E se tornou  um momento muito especial  para reflexões e ampliação do debate em torno de questões importantes e polêmicas ligadas ao tema focal. O evento aconteceu no auditório do CREA-MG e contou com a presença de diversos profissionais do setores público e privado e estudantes de cursos da área ambiental.

A Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) determina que a Educação Ambiental (EA) deve ser desenvolvida "como prática integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal". Contudo, a lei pontua que essa incorporação deve ocorrer de modo interdisciplinar, ou seja, não existe uma disciplina específica para que os conceitos sejam trabalhados em sala de aula. 

O fato de a legislação classificar a educação ambiental como uma matéria interdisciplinar é um dificultador. Com tanto conteúdo para aplicar em pouco tempo, é difícil encontrar professores dispostos a dedicar ainda mais tempo na busca por materiais adequados para abordar quaisquer temas que integram a EA. A falha esbarra ainda na postura das instituições de ensino, que não investem na capacitação dos professores, nem na pesquisa de materiais didáticos que abordem a temática ambiental.

Na maioria das vezes, a abordagem é fruto de demandas emergenciais, como a crise hídrica que atingiu diversas regiões do país em 2014. A sensibilidade dos professores em reconhecer a urgência e importância da educação ambiental é crucial para o desenvolvimento de atividades.

Desde 2015 tramita no Senado Federal o Projeto de Lei do Senado (PLS) n° 221, que estabelece a educação ambiental como matéria obrigatória no currículo escolar. O autor da proposta, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), considera a atual situação da EA insuficiente. Desde o ano passado o projeto está na Comissão de Educação, Cultura e Esporte e no início de março deste ano o projeto foi redistribuído e aguarda emissão de relatório.

O evento foi bastante produtivo quanto à abordagem do tema e possibilidade de debate. E se tornou um  importante espaço para tratarmos dos muitos desafios da prática da Educação Ambiental, em um tempo em que ainda necessitamos que os vários setores ampliem sua visão quanto à sua importância. 


2 de abril de 2019

Celebrando o Dia Mundial da Água, no Parque Nacional do Ibitipoca.


Neste ano, tive a felicidade de poder celebrar o Dia Mundial da Água (22 de março) em um local especial e cheio de boas energias. Foi possível reverenciar a água e toda a sua potencialidade e importância para a vida humana, animal e vegetal, realizando o Circuito das Águas no Parque Nacional do Ibitipoca.

Localizado na Zona da Mata do Estado de Minas Gerais, o Parque Nacional do Ibitipoca está situado a três quilômetros do distrito de Conceição do Ibitipoca, pertencente ao município de Lima Duarte. Ocupa 1488 hectares como área de reserva, onde podemos realizar visitas guiadas ou por conta própria, seguindo a boa sinalização existente. Entre os roteiros possíveis estão as trilhas da Janela do Céu (16 km), do Circuito do Pico do Pião (11 km) e o Circuito das Águas (5 km).


Nesta última trilha, podemos visitar o Lago dos Espelhos, Lago Negro, Prainha, Lago das Miragens, Ponte de Pedra, Cachoeira dos Macacos e do Rio do Salto. Cada ponto é uma paisagem para se reter nos olhos e na alma.


As águas percorrendo as longas extensões de pedra formam poços de águas límpidas que reluzem as formações rochosas de cor amarelada. Naquele dia de outono, que acabava de chegar, o sol refletia de forma mágica, a energia vibrante que pulsa naquele lugar...

Foi  lindo poder vivenciar o dia Mundial das Águas como uma celebração ao lado de companheiros especiais e muito sintonizados com as forças da natureza.
Minha gratidão ao Universo!


8 de março de 2019

MENINAS VESTEM VERDE!


Em um tempo em que enfrentamos desafios e vivemos a consequência de desastres ambientais de proporções gigantescas, sustentabilidade e preservação são prioridades para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de nossa sociedade. E hoje, Dia Internacional da Mulher é oportuno ressaltar  a importância de mulheres que com sua vida, sua história e muita militância colaboraram e colaboram para que possamos seguir acreditando na viabilidade de um futuro mais sustentável na feminina Terra.

É importante dizer que as mulheres, desde sempre, foram e são protagonistas quando o tema é preservação do meio ambiente e vida sustentável. E isto vale para as mais simples atitudes, quer seja a escolha correta de um produto para o consumo no lar, a atuação consciente nos espaços de educação até as atitudes que envolvem políticas públicas nacionais e internacionais. Neste cenário, as mulheres sempre foram capazes de fazer a diferença. E por isso, lembramos de algumas delas para celebrar esta data.

Anna Comstock 
Cronologicamente, começo pela norte americana ANNA COMSTOCK, que nascida no século 19, e que com toda sensibilidade feminina, voltou seus olhos observadores inicialmente para ilustrar os insetos que ela e seu marido estudavam e após concluir um curso em História Natural, em 1885 passou a escrever seus próprios livros. Entre eles, o Handbook of Nature Study, (Manual do estudo da natureza) que até hoje é considerado um texto clássico. 

Anna abriu novos caminhos no mundo acadêmico, tornando-se a primeira professora de uma universidade. Mas tornou-se famosa foi por criar o primeiro programa de estudos de natureza ao ar livre para as crianças, que tirou a ciência da sala de aula e incentivou o amor das crianças pelo mundo natural. Seu método tornou-se o modelo para programas de estudos da natureza no mundo todo, ajudando a promover uma nova apreciação da importância da conservação do meio ambiente para as próximas gerações. 

Outra mulher memorável que, com a capacidade feminina de observação dos detalhes, se tornou protagonista no mundo da sustentabilidade foi a bióloga RACHEL CARSON que nasceu em 1907, também nos Estado Unidos. 

Rachel Carson
Com seu trabalho e pesquisas ela não só chamou a atenção para os perigos do uso indiscriminado de pesticidas sintéticos; como também ajudou a lançar o movimento ambiental moderno quando publicou em 1962 o livro “Silent Spring” (disponível no Brasil com título “Primavera Silenciosa”) e que é considerado um dos trabalhos não ficcionais mais influentes do século XX. 

Nessa obra, ela se mantinha firme contra as críticas intensas da indústria química, apesar de uma batalha simultânea contra o câncer de mama que ela travava. Mesmo após sua morte, em 1964 (dois anos após o lançamento de sua obra-prima), seu livro alimentou o interesse público em questões ambientais e de saúde pública e, em poucos anos, a Administração Nixon criou a Agência de Proteção Ambiental. 
Ela é sem dúvida um ícone para todas as mulheres ambientalistas. 

Também devem ser lembradas mulheres como DIAN FOSSEY que abriu um novo campo para mulheres da área de Biologia quando começou a estudar os gorilas de montanha na Ruanda. Dedicando uma atenção significativa às atividades de combate à caça, incluindo a execução de patrulhas de caça furtiva, destruição de armadilhas e prisão de caçadores, pressão sobre as autoridades locais para impor leis anti-caça . 
Tragicamente, Dian Fossey foi encontrada morta em sua cabana nas Montanhas Virunga de Ruanda, em dezembro de 1985. Embora o caso nunca tenha sido resolvido, acredita-se que ela foi morta por um caçador em resposta a seus agressivos esforços contra a caça furtiva. 

A Advogada e ativista JANE GOODALL também se dedica ao bem-estar e conservação animal. A britânica é considerada a maior especialista do mundo em chimpanzés após seu estudo de mais de 50 anos sobre chimpanzés selvagens em um parque nacional na Tanzânia. 

Dian Fossey e Jane Goodall 
E em uma época em que as cientistas eram muitas vezes consideradas frágeis e emotivas demais para o trabalho de campo, Dian Fossey e Jane Goodall provaram que todos estavam errados. 

Seguimos nossa lista com SYLVIA EARLE, oceanógrafa americana que ajudou a projetar submarinos de pesquisa, mas que é mais conhecida por suas ações de proteção dos oceanos da Terra. E entre outras proezas ela é fundadora do Mission Blue, uma organização sem fins lucrativos dedicada à criação de reservas marinhas protegidas em todo o mundo. 

Wangari Maathai - Prêmio Nobel da Paz 2004
Um grande destaque que temos que dar hoje é para WANGARI MAATHAI que teve uma rara oportunidade para uma mulher queniana dos anos 1960: ela foi uma das 300 estudantes quenianas selecionadas para o programa que lhe deu a chance de frequentar a Universidade nos Estados Unidos.  Depois de completar licenciatura e mestrado em Biologia, voltou para o Quênia, onde teve uma nova perspectiva sobre os danos ambientais em seu país – e sobre a necessidade de direitos das mulheres.  Por isso, fundou o Green Belt Movement para abordar as duas questões, ensinando as mulheres quenianas a plantar novas árvores em áreas desmatadas e obter renda sustentável da terra. Desde então, o movimento capacitou 30 mil mulheres para o comércio, as tirando da pobreza, e plantou mais de 51 milhões de árvores. 

Por sua dedicação à conservação ambiental e ao avanço dos direitos das mulheres, Maathai recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 2004, se tornando a primeira mulher africana a receber o prêmio. 

VANDANA SHIVA, física e ambientalista indiana também é inspiração para nossas militâncias.
Vandana Shiva, física e ambientalista indiana.
Vandana é ativista ambiental e está liderando uma campanha para ver o valor das práticas locais tradicionais sobre soluções uniformes - antiglobalização. Ela dirige uma Organização não governamental que se tornou um movimento nacional para proteger sementes nativas para a agricultura e promover práticas orgânicas e comércio justo. Além disso, ela oferece uma nova percepção do papel das mulheres, particularmente no mundo em desenvolvimento. 

Como ela outras tantas mulheres brasileiras protagonizam um papel de relevância frente aos desafios da sustentabilidade. 

Mulheres que ocupam os mais distintos lugares sociais. Vide GISELE BUNDCHEN, que por tantos anos foi conhecida por ocupar as passarelas da moda e há mais de seis anos, tenta chamar atenção para o que vem acontecendo no planeta. Hoje ela representa o Brasil em outras passarelas, para além da moda, ocupando o cargo de Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. 

O engajamento das mulheres em prol da sustentabilidade nas instituições, do consumo consciente, da responsabilidade socioambiental, dos negócios sustentáveis, da qualidade de vida e das ações sustentáveis que impactam na sociedade é cada dia mais crescente e poderíamos passar este dia citando uma infinidade de nomes e iniciativas e não alcançaríamos o final da longa lista . 

Tica Minami -  coordenadora da campanha da Amazônia do Greenpeace 
Mas não podemos nos esquecer das brasileiras NECA MARCOVALDI no Projeto Tamar, TATIANA NEVES, coordenadora geral do Projeto Albatroz, DÉBORA PIRES , fundadora do Projeto Coral Vivo, a presidente do Instituto Baleia Jubarte, MÁRCIA ENGEL e a diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, KARINA GROCH, todas liderando os grandes projetos de conservação de espécies marinhas. 
Também temos que citar MARCIA HIROTA, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, a jornalista TICA MINAMI, coordenadora da campanha da Amazônia do Greenpeace, entre outras mulheres à frente de grandes organizações de preservação e conservação das espécies vivas e dos ambientes naturais. 

Mas, sobretudo, temos que nos lembrar de cada mulher que ocupa funções nas cooperativas de coleta e reciclagem de resíduos, as centenas de mulheres indígenas, quilombolas e pescadoras que vivem o seu dia-a-dia integradas ao meio ambiente e de todas aquelas que, como eu, são apenas agentes ambientais que não desistem jamais do ideal de um mundo mais sustentável. 
Profissionais da reciclagem cooperadas à RedeSol

DESEJO FELICIDADE A TUDO QUE HÁ DE FEMININO NO PLANETA!

4 de dezembro de 2018

Palestras com temáticas de educação ambiental direcionadas à capacitação de professores em Minas Gerais.

Ladeada por alguns dos participantes da palestra realizada em Pirapora, Minas Gerais.

Uma das atividades mais gratificantes que vivencio, dentre as muitas que realizo como educadora ambiental, é a direcionada para professores das redes públicas de ensino. Nas várias palestras que já ministrei, sempre regresso com a sensação de ter deixado, por onde passei, um sopro de entusiasmo e um pouco de conhecimento que, quero crer, fará diferença na vida de muitas crianças e adultos.

Ao lado do Sub Secretário de Educação de Pirapora,
Rodrigo Barbosa,  quando este promovia minha apresentação
e  a abertura da palestra realizada em abril deste ano.
No mês de abril, regressei a Pirapora, município no norte de Minas, para realizar a quinta atividade direcionada aos professores da rede municipal de ensino. Desta vez, também participaram alguns agentes da Guarda Municipal, que se preparavam para atuar junto à comunidade em ações de educação ambiental. 

O tema proposto para concluir a minha participação no PEA do Complexo Solar Pirapora foi voltado para a importante temática dos resíduos orgânicos: "Reaproveitamento integral de alimentos e compostagem". O assunto foi tratado em um workshop onde, além do conteúdo teórico com informações e material direcionado à prática didática em sala de aula, também ofereci conteúdo prático incluindo como construir e cuidar de um minhocário doméstico.

Mais uma vez, a satisfação de rever os professores e saber de ações realizadas a partir de temas tratados anteriormente, renovou minhas energias e me fez  prosseguir e desejar ir cada vez mais distante.

O curso realizado na sede do UAITEC em Pirapora contou com a presença de diversos professores e agentes da Guarda Municipal.

Avaliações dos participantes classificaram a atividade em vários quesitos como excelente.

EM GUIMARÂNIA - MG 

No último dia 26 de novembro, estive em Guimarânia, na região do Triângulo Mineiro. Desta vez atendendo ao programa de educação ambiental das Usinas Fotovoltaicas Guimarânia I e II , instaladas naquela localidade. Fui recebida por 42 professores, em um fim de tarde cheio de luz e expectativas. E não foi diferente a alegria de compartilhar conhecimentos.

Professoras e dirigentes escolares da cidade de Guimarânia, MG.

O tema do workshop, com duração de duas horas, foi "Educando para um Consumo Sustentável". Além da palestra teórica quando tratamos da formação da sociedade de consumo, obsolescência programada e perceptiva,  a importância da reflexão e do  despertar da consciência sustentável, entre outros temas, também promovi uma mini exposição com objetos criados com material reciclável, aplicáveis à educação infantil.

Durante a exposição do conteúdo teórico
A exposição despertou muito interesse e trouxe a possibilidade de repassarmos todo o tema tratado na parte teórica. Foi realmente muito prazeroso concluir a atividade recebendo um feedback bastante positivo por parte dos professores, diretoras e também da  Secretária Municipal de Educação e Cultura, Patrícia Abadia Bernardes Alves, que nos honrou com sua presença.

Sigo, me preparando e ampliando os conhecimentos através de cursos, seminários e outras atividades sobre sustentabilidade e educação, para estar cada vez mais preparada para os novos desafios do ano que virá. E que sejam muitas as oportunidades!




Material didático produzido para as palestras e worshops contendo conteúdo de apoio e sugestões para a prática em sala de aula



1 de dezembro de 2018

Oficinas Ecocebrac 2018: educação ambiental com foco em atividades profissionais.

Alunas do CEBRAC BH durante oficinas Ecocebrac
Durante todo o ano de 2018, mantive a parceria com o CEBRAC BH, atuando como instrutora do Projeto ECOCEBRAC e contribuindo em várias atividades.

Muitas oficinas de supraciclagem aconteceram durante este período, quando os alunos dos diversos cursos oferecidos pelo CEBRAC puderam aprender e desenvolver a técnica da resignificação de resíduos. O intuito desta atividade é promover a educação ambiental, despertando para a prática do consumo consciente e ainda motivar e contribuir para a realização das ações sócio ambientais que constituem o plano didático.

Alunas do CEBRAC BH durante oficinas Ecocebrac
Neste ano, focalizamos as oficinas com especial atenção para alunos do novo curso profissionalizante de Cuidador. Durante as atividades, propomos a criação de objetos aplicáveis à terapia ocupacional, de modo a reconhecer nestes, atributos que favorecem a estimulação cognitiva e sensorial daqueles que receberão os cuidados. 
Trabalhamos construindo  brinquedos, jogos e outros objetos que estimulam a memória, percepção espacial,  atenção,  ritmo, equilíbrio, entre outros importantes focos nos cuidados e atenção direcionados a pacientes de diferentes idades.  Tudo, para que os alunos possam estar mais qualificados para trabalhar auxiliando os profissionais de nível superior, responsáveis pela atividades em suas áreas específicas.

Obtivemos assim excelente resultado junto às alunas que aderiram ao programa deste ano. E desejamos a elas muito sucesso no desempenho profissional e no mercado de trabalho.

25 de junho de 2018

Maria Reciclona é destaque na programação da Semana do Meio Ambiente da Cia Siderúrgica Nacional.

Com exposição de um grande acervo de objetos de supraciclagem  levamos inspiração a centenas de colaboradores.



Durante a Semana do Meio Ambiente 2018, o Núcleo Maria Reciclona teve novamente a oportunidade atuar como parceiro contratado da Fundação CSN. De 4 a 11 deste mês, participamos das atividades especiais do programa de educação ambiental em diferentes unidades da Companhia Siderúrgica Nacional, localizadas nos municípios mineiros de Congonhas, Ouro Preto e Nova Lima. 

Adotando o tema “Meio Ambiente: conhecer, zelar e respeitar", as diversas atividades programadas pelo PEA foram direcionadas para os colaboradores de 6 áreas (Mina, Áreas 32 e 39, Pires, Engenho e  Fernandinho). Incluindo ações que visaram levar informações sobre "a fauna e a mineração", "a importância da recuperação de áreas degradadas" além da  "conscientização sobre a importância do consumo responsável", a programação incluiu treinamentos, mini cursos, doações de mudas de árvores à população, espetáculos teatrais com temáticas ambientais e exposições.
Visando a conscientização e reflexão sobre a importância do consumo responsável, o Núcleo Maria Reciclona foi responsável pela exposição itinerante de um acervo de mais de 80 objetos utilitários e de decoração, concebidos a partir da resignificação de diferentes materiais.
Desta forma, levamos inspirações para o reúso de peças automotivas, CDs e DVDs, garrafas de vidro, embalagens plásticas, latas de alumínio, caixas tetrapack, entre outros recicláveis, para centenas de colaboradores que visitaram as áreas por onde passou a mostra.


O sucesso da ação foi perceptível pelo grande interesse que despertou entre os visitantes, que também solicitavam detalhes sobre o processo criativo e de confecção dos objetos expostos, além de os fotografarem em detalhes para posterior reprodução, validando assim mais um trabalho realizado com muita dedicação.

18 de fevereiro de 2018

A CARTA DA TERRA COMO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO.

Projeto Ecocebrac BH adota a visão integradora e holística  da Carta da Terra como matriz pedagógica e utiliza jogo de tabuleiro para ações multidisciplinares.


Jogo Carta da Terra foi adotado como elemento para as ações interdisciplinares

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que, nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." ¹

Esta é a grande proposta da CARTA DA TERRA, documento gestado durante a Rio 92 por organizações Não Governamentais e Governos e que, apoiado por diferentes instâncias, ganhou proporções maiores e seguiu como desafio de se tornar um documento com visão integradora e holística, ratificado no ano de 2000.
A Carta da Terra, segundo Leonardo Boff², considera a pobreza, a degradação ambiental, a injustiça social, os conflitos étnicos, a paz, a democracia, a ética e a crise espiritual como problemas interdependentes que demandam soluções includentes. Ela representa um grito de urgência face as ameaças que pesam, sobre a biosfera e o projeto planetário humano. Significa também um libelo em favor da esperança de um futuro comum da Terra e Humanidade.” 

A CARTA DA TERRA COMO MATRIZ PEDAGÓGICA

A equipe de educadores e convidados durante a exposição do cocriador do jogo.
Pensar todos estas questões e as formas didáticas de discuti-las de forma ampla e aplicada  às três etapas do projeto EcoCebrac 2018, foi o desafio pedagógico lançado na última sexta-feira (16) no Cebrac unidade BH, para a qual prestamos consultoria.

Cláudio Casaccia atuando como tutor .
Na ocasião, nos reunimos com a gestora Carolina Crema, a coordenadora pedagógica Rosângela Lacerda e os 7 educadores da unidade para a realização do wokshop "Jogo Carta da Terra" promovido pelo arquiteto e cocriador do jogo, Cláudio Casaccia que conduziu, com extrema competência, a atividade. 

O jogo que estimula os participantes a compartilharem suas experiências pessoais, a protagonizar ações socioambientais, desfrutar de uma atmosfera cooperativa e viver momentos de alegria e aprendizado, será o norteador de todas as ações do Ecocebrac neste ano, na unidade Belo Horizonte. 

O workshop iniciou com uma apresentação pormenorizada dos amplos objetivos que se podem ser alcançados através da ludicidade implícita no jogo. Na sequência, uma rodada com mediação de Casacci, proporcionou aos participantes conhecer melhor as regras e a dinâmica do jogo, além do conteúdo do importante documento "Carta da Terra". 
Também foram discutidas as estratégias de como utilizar a atividade em sala de aula, entre outros espaços, e ainda como os instrutores podem agir como multiplicadores dos conhecimentos compartilhados e vivências propostas por este belíssimo jogo de tabuleiro.


Desafio lançado para uma equipe super motivada e pronta para fazer valer sua missão em 2018.

Através do Maria Reciclona - Núcleo de ações para a sustentabilidade esta atividade pode ser contratada e levada para outros ambientes educacionais e corporativos.

¹ fonte MMA
²Leonardo Boff Teólogo e Presidente de Honra do CDDH DOCUMENTOS DA CARTA DA TERRA

31 de janeiro de 2018

Abertura do projeto Ecocebrac BH 2018 põe em pauta as questões da mobilidade urbana.



Alunos do Cebrac Unidade BH em evento promovido para discutir as questões ligadas à mobilidade urbana .
O projeto Ecocebrac 2018 teve sua abertura realizada no último sábado (27), adotando a mobilidade urbana e as perspectivas que a ligam à sustentabilidade como tema principal de discussão.
Alunos das diferentes turmas do Cebrac unidade BH se reuniram para a o II Passeio Cebrac Sobre Rodas, realizado na esplanada do Mineirão.

A experiência do transporte coletivo adotada como base para discussões
O percurso até o local foi feito em transporte coletivo fretado, quando cerca de 150 alunos, sob supervisão dos instrutores e da coordenadora pedagógica da unidade, puderam refletir sobre diferentes questões ligadas ao tema, que trata sobretudo das condições de deslocamento da população no espaço geográfico das cidades. 
O fato é que esta questão vem se apresentando como um desafio enfrentado pela maioria das grandes cidades no Brasil, que esbarram em problemas como o privilégio aos transportes individuais, em detrimento da utilização de transportes coletivos, embora esses últimos também encontrem dificuldades com a superlotação. Além de social, esta é uma questão ambiental, pois o excesso de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em problemas naturais e climáticos em larga escala, incluindo o aumento do problema das ilhas de calor.

Entre as principais soluções para o problema da mobilidade urbana, na visão de muitos especialistas, está o estímulo aos transportes coletivos públicos, através da melhoria de suas qualidades e eficiências e do desenvolvimento de um trânsito focado na circulação desses veículos. Além disso, o incentivo à utilização de bicicletas, principalmente com a construção de ciclovias e ciclofaixas, também pode ser uma saída a ser mais amplamente trabalhada. Outra proposta apresentada por especialistas em gestão urbana é a diversificação dos modais de transporte, já que, ao longo do século XX, o Brasil foi essencialmente rodoviarista, em detrimento do uso de trens, metrôs e outros. Uma saída seria investir mais nesses modos alternativos, o que pode atenuar os excessivos números de veículos transitando nas ruas das grandes cidades do país.

Após o momento de reflexão e discussões, os participantes puderam se divertir e praticar atividades físicas ligadas ao transporte alternativo, como andar de bicicletas, patins, skate, entre outros.


A grande atração ficou por conta do aluno Jean , conhecido como como Jean MC Bike que se deslocou por toda a Esplanada utilizado um triciclo de 3 metros de altura, chamando assim toda a atenção do público local para a temática importante que ali estava sendo abordada.
Jean MC Bike em sua performance pela Esplanada do Mineirão
Desta forma, iniciamos mais um ano do Projeto ECOCEBRAC que já tem planejada inúmeras atividades tanto para os alunos quanto para a população em suas três etapas que buscam promover a conscientização, a solidariedade e a transformação.

8 de dezembro de 2017

APRENDENDO SOBRE APROVEITAMENTO INTEGRAL DE ALIMENTOS.

Buffet produzido durante o curso de aproveitamento integral de alimentos.

Segundo a World Resources Institute (WRI), o Brasil está entre os dez países que mais perdem e desperdiçam alimentos no mundo. E isto se dá em uma cadeia que compreende a colheita, a pós-colheita, a distribuição e o desperdício que já vem no final da cadeia, que é no varejo, no supermercado e com o hábito do consumidor. Essa perda e desperdício de alimentos tem diversas implicações. Uma delas é com relação à segurança alimentar. Hoje somos aproximadamente 7 bilhões de pessoas no planeta e a estimativa é que, em 2050, seremos 9 bilhões. Enquanto isso, aproximadamente 1 bilhão de pessoas não tem acesso adequado e sofre com desnutrição e falta de alimento adequado. Então, como aceitar a perda e o desperdício de alimentos?
Se somos convocados ao enfrentamento desta questão, devemos começar por alterar nossos hábitos e nos preparando para mudanças tão necessárias e urgentes.

APROVEITAMENTO INTEGRAL DE ALIMENTOS

Eu preparando um prato, surpervisonada pela competente Nidete Santos.
Nesta semana, tive oportunidade de participar de um excelente curso promovido pelo SESC MG dentro do Programa Mesa Brasil. 
Foi uma grande oportunidade de buscar informações que me instrumentalizam para agir atendendo o primeiro desafio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
O curso "Aproveitamento integral de alimentos" nos trouxe a prática de como evitar, ao máximo, o desperdício e agir contribuindo para a alteração do posicionamento do Brasil no ranking dos países que mais desperdiçam e perdem alimentos no mundo.
O voluntariado sustentável, ligado à rede de entidades assistidas pelo programa Mesa Brasil e ao lado do  qual estive neste evento, está no enfrentamento efetivo e busca por esta alteração.

Além de muitas informações sobre manipulação, conservação, armazenagem e uso integral de hortaliças e outros vegetais, a parte prática nos oportunizou experimentar diferentes receitas preparadas durante todo o dia.

Cardápio
Tivemos um delicioso almoço e um lanche da tarde cheio de surpresas para o paladar. O cardápio incluiu  bolinho integral com sobras de arroz e talos de couve  e temperos variados que trouxeram textura e muito sabor. Tivemos também uma grata surpresa ao provar o bife à milanesa de casca de banana, Podem acreditar: é mesmo muito gostoso. O menu também foi composto por Pizza com recheio de sobras de legumes e talos de hortaliça, empadão com sobra de arroz e legumes, esfiha de carne e recheio de sobras de proteínas, macarrão remontado ao forno com legumes, ovos e .manjericão, patê de berinjela e talos,  suco de casa de abacaxi, e  geleia de abacaxi e também de banana, laranja e tomate.
Foi incrível ver tantas delícias preparadas e nada, absolutamente nada ir para o lixo. Uma experiência a se compartilhar e adotar para o dia a dia.

APRECIEM NOSSO MENU


O COMBATE À FOME E OS DESAFIOS DO MILÊNIO
No ano de 2000, as Nações Unidas, através da Assembléia do Milênio, promoveu a reunião de chefes de Estado e de governo de maior magnitude jamais realizada e convidaram a sociedade civil e governos a olhar com atenção alguns desafios que o planeta enfrentava. 
O debate resultou na aprovação da Declaração do Milênio, que reconhece que o mundo já possui a tecnologia e o conhecimento para resolver a maioria dos problemas enfrentados pelos países pobres. No entanto, tais soluções não foram implementadas na escala necessária até 2015, ano proposto como prazo limite.

Sendo assim, a sociedade foi novamente convidada a se mobilizar para novos desafios a serem acompanhados nos próximos 15 anos. E Oito objetivos gerais foram identificados .
O primeiro dos 8 objetivos gerais identificados é: erradicar a extrema pobreza e a fome. 


Somos todos convidados a olhar para as novas metas e verificar de que maneira cada um pode contribuir e participar.  O que você tem feito no contexto desses desafios?

25 de novembro de 2017

Com palavras e muito amor, hoje ensinamos a importância da sustentabilidade.


A manhã deste sábado foi ainda mais iluminada por eu poder estar ao lado do grupo Amor em Palavras em uma linda ação realizada na "Casa das Meninas", um lar de acolhimento mantido pela associação Irmão Sol, no bairro Paraíso, em Belo Horizonte. Nossa acolhida foi com abraços e sorrisos e expectativa pelas surpresas guardadas para este dia de mais uma ação sócio ambiental.
A ação teve início com uma esquete apresentada pelos jovens voluntários, abordando e dando ênfase aos princípios e importância da coleta seletiva. Com humor e linguagem apropriada, despertaram as crianças para as questões da sustentabilidade e como as ações para com o meio ambiente devem começar com o cuidado que dedicamos ao espaço em que vivemos.

O número teatral aconteceu no lindo quintal da Casa das Meninas.
Seguindo o roteiro programado para as duas horas de atividades, reunimos as crianças na varanda da casa e concluímos esta primeira parte com uma reflexão sobre o que aprendemos com o roteiro encenado.

Logo em seguida, foi a hora de inciar a oficina de supraciclagem com a Maria Reciclona. Várias embalagens plásticas de alvejantes foram recolhidas e levadas com a promessa de que transformaríamos junto com as meninas em uma linda surpresa. E foi bem assim... cada uma das meninas contou com o apoio de um dos voluntários para uso das ferramentas cortantes. 
E, muito curiosas, elas foram seguindo o passo a passo, tentando descobrir o que resultaria daqueles materiais recicláveis. E ao final da oficina, lindas bolsinhas surgiram.


Cada uma pode customizar e dar um toque todo pessoal à sua criação, com adesivos e apliques coloridos.

Um modelito para desfilar no lindo jardim da casa que as acolhe com ensinamentos e sentimentos traduzidos nas plaquinhas dispostas na varanda: família, solidariedade,  felicidade, simpatia e união.

Palavras que trouxemos conosco e em nossos corações para continuar a caminhada, compartilhando "Amor em Palavras".

Sobre o Grupo Amor em Palavras
Um Grupo de amigos que se uniu para encontrar uma forma de levar alegria para as pessoas em situação de risco social, através de um trabalho voluntário. 
Além disso, o projeto leva diversos benefícios ao público alvo já que incentiva a leitura e estimula a imaginação, auxiliando no desenvolvimento intelectual e emocional das crianças e adolescentes atendidos.
O nome “Amor em palavras” foi criado levando em consideração a mensagem que gostariam de transmitir com o projeto. Afinal, contar histórias é dar um pouquinho de amor através das palavras.


Uma pose cheia de alegria, ao término da atividade, junto com o Grupo Amor em Palavras.
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